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Uruguai investe US$ 500 milhões em cidade futura

Projeto El Águila busca transformar Atlántida em centralidade urbana integrada, com usos mistos e investimento total de até US$ 500 milhões em vinte anos

Empreendimento será construído em um terreno de 238 hectares no departamento de Canelones, na região da Costa de Oro, no Uruguai
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  • El Águila ocupará 238 hectares em Atlántida, Canelones, região da Costa de Ouro, no Uruguai, buscando criar uma nova centralidade urbana integrada ao tecido existente.
  • O projeto é de usos mistos e abertura flexível, com moradia, comércio, hotelaria, escritórios e lazer, priorizando espaços públicos e sustentabilidade.
  • O financiamento envolve a Kopel Sánchez em parceria com Estudio Luis E. Lecueder, com cerca de 95% do capital vindo de investidores uruguaios; o investimento total pode chegar a até US$ 500 milhões em vinte anos.
  • A compra do terreno ficou entre US$ 20 milhões e US$ 26 milhões; a primeira etapa exige aproximadamente US$ 50 milhões, com o total de terras potencialmente chegando a US$ 100 milhões e o desenvolvimento completo a US$ 500 milhões.
  • O prazo prevê obtenção de licenças em cerca de um ano e meio, início de especialização das terras e primeiros projetos em cerca de dois anos, com o projeto podendo ser declarando de interesse nacional.

Um terreno de 238 hectares em Atlántida, no departamento de Canelones, no Uruguai, acolhe o projeto El Águila, um empreendimento urbano de usos mistos. A iniciativa é liderada pela Kopel Sánchez, em parceria com o Estudio Luis E. Lecueder, e pode exigir investimentos de até 500 milhões de dólares ao longo de 20 anos. A proposta visa criar uma nova centralidade na região metropolitana de Montevidéu, com foco em espaço público, sustentabilidade e qualidade de vida.

A área fica entre Fortín de Santa Rosa e o litoral, com parte da extensão ao sul da Ruta Interbalnearia e outra parte ao norte do corredor viário. O terreno, adquirido por um fundo investidor, é visto como uma localização estratégica pela proximidade com vias de alta circulação e com área já urbana consolidada. A equipe afirma buscar uma integração plena com Atlántida e outras cidades vizinhas.

Diferentemente de projetos tradicionais, El Águila não pretende impor um programa fechado. A ideia é manter flexibilidade para adaptar usos conforme mudanças tecnológicas, laborais e sociais. Moradia, comércio, hotelaria, escritórios, centros de experiência e lazer poderão coexistir em uma malha aberta, com espaço público ativo e integração ao tecido urbano existente.

Usos e flexibilidade

A proposta se estabelece como urbanismo de usos mistos, permitindo que diferentes atividades coexistam sem restringir o futuro cenário de demanda. A equipe enfatiza que o objetivo é pensar uma cidade projetada para o longo prazo, e não apenas um bairro ou empreendimento isolado. A estratégia contempla uma malha urbana aberta, com passeios, áreas públicas e uma experiência comercial ao ar livre, alinhada a tendências internacionais.

A seleção de atividades fica sujeita a adaptações, acompanhando inovações em tecnologia, trabalho remoto e novas formas de convivência. O desenvolvimento busca preservar o entorno natural, com desníveis, vistas para o mar, ravinas e áreas verdes, sob critérios de sustentabilidade.

Investimento, prazos e licenças

O investimento inicial envolve a compra do terreno, estimada entre 20 e 26 milhões de dólares, além de infraestrutura para a primeira etapa, somando cerca de 50 milhões. Futuramente, a soma em terras pode chegar a 100 milhões, e o desenvolvimento completo pode alcançar 500 milhões de dólares. As decisões serão tomadas conforme o andamento do projeto.

A Kopel Sánchez opera com um modelo de desenvolvimento contínuo, não meramente como venda de lotes. O projeto pretende obter reconhecimento como área de interesse nacional, envolvendo órgãos como a Intendência de Canelones e ministérios de Economia, Habitação, Meio Ambiente e Transporte. A obtenção das autorizações pode levar aproximadamente um ano e meio, com início de especialização das terras e de projetos imobiliários em cerca de dois anos.

Impacto regional

Segundo a equipe, El Águila pode representar uma oportunidade de transformação para Atlántida, o conjunto do departamento de Canelones e o Uruguai como um todo, pela geração de empregos e pela criação de uma nova centralidade urbana. O objetivo é atrair residentes locais e pessoas de Montevidéu, além de atrair empresas interessadas na proximidade com a população residente na região.

A proposta descreve o projeto como uma cidade em construção, capaz de acompanhar as transformações na forma de viver, trabalhar e se relacionar, mantendo a integração com a infraestrutura regional existente.

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