- Trump anunciou que elevará a tarifa global de 10% para 15%, após o Supremo Tribunal dos Estados Unidos considerar indevido o uso de uma lei de emergência para impor tarifas.
- A Tarifa provisória de dez por cento foi aplicada na sexta-feira a importações de todos os países.
- A nova tarifa de quinze por cento está baseada na Seção cento e vinte e dois, que permite tarifas até quinze por cento, mas exige aprovação do Congresso para prolongá-las após cento e cinqüenta dias.
- O governo pretende usar outras duas leis que autorizam tarifas sobre produtos ou países específicos com base em investigações de segurança nacional ou práticas comerciais injustas.
- Após a decisão, Trump manteve tom agressivo, atacando juízes em termos pessoais e afirmando ter poder para impor tarifas como julga apropriado.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que pretende elevar a tarifa global de 10% para 15%. A medida surge após a decisão da Suprema Corte de invalidar o uso de uma lei de emergência para impor tarifas ampliadas. A cobrança de 10% já havia entrado em vigor na sexta-feira, segundo o governo.
Trump justificou a mudança via rede social, afirmando que usará o prazo de 150 dias para buscar outras tarifas que sejam permitidas por lei. A administração pretende apoiar-se em duas outras leis que autorizam tributos de importação em produtos ou países específicos, com base em investigações de segurança nacional ou práticas comerciais injustas.
Segundo o conteúdo divulgado, a tarifação global permanece sob a base da Seção 122, que autoriza tarifas de até 15% desde que haja aprovação do Congresso para extensão do regime após 150 dias. A expectativa é de que novas medidas sejam apresentadas durante esse período.
Base legal e próximos passos
A proposta de Trump sinaliza a continuidade de uma ofensiva comercial, mesmo após a decisão da Suprema Corte. O governo afirmou que continuará a usar instrumentos legais disponíveis para impor tarifas em setores ou países que julgue pertinentes por razões de segurança nacional ou de práticas comerciais.
O desdobramento ocorre em meio a críticas e apoio políticos, com o presidente mantendo o tom de defesa dos interesses econômicos americanos. O contexto envolve ainda a resistência de setores empresariais às tarifas e a visão de que novas cobranças podem afetar cadeias de suprimento globais.
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