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Não se iluda com boas notícias: economia do Reino Unido ainda precária

A economia britânica continua frágil, com receitas fiscais recordes em janeiro mascarando déficits públicos persistentes e pressão por gastos

The chancellor, Rachel Reeves, will face another round of demands for cash when she delivers her spring statement on 3 March.
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  • MPs do Labour querem mais gasto, mas as finanças públicas continuam apertadas e sem folga financeira clara.
  • Rachel Reeves deve apresentar o orçamento na primavera, em 3 de março, buscando equilibrar cautela fiscal com otimismo sobre a recuperação econômica.
  • Janeiro teve recorde de receitas fiscais, puxadas principalmente pelo imposto sobre ganhos de capital; a inflação caiu para 3% no mês.
  • Economistas indicam espaço adicional de cerca de £10 a £11 bilhões no orçamento, elevando o buffer fiscal acima de £30 bilhões.
  • Pressões de gasto persistem: SEND pode exigir até £3,5 bilhões em 2030; a defesa pode precisar de até £10 bilhões; déficit deve ficar em torno de £130 bilhões.

O Reino Unido enfrenta uma situação fiscal ainda frágil, apesar de sinais positivos recentes. Há pressão de MPs de oposição para mais gasto público, mesmo com finanças públicas tensionadas.

Os debates sobre o orçamento ganham ritmo com a previsão de que Rachel Reeves apresente o spring statement em 3 de março, buscando equilibrar cautela fiscal com uma mensagem otimista sobre a recuperação.

Dados de janeiro mostram recorde de receitas tributárias, acompanhados de queda da inflação e possível corte de juros, o que alimenta a expectativa de maior espaço orçamentário. Ainda assim, há dúvidas sobre a sustentabilidade dessas receitas.

Cenário Fiscal e Perspectivas

A queda da inflação e a expectativa de juros menores podem ampliar o poder de compra do setor público. Economistas estimam entre 10 e 11 bilhões de libras de folga orçamentária, elevando o buffer para acima de 30 bilhões.

A recuperação de investimentos no setor privado é vista como essencial para impulsionar o crescimento, algo ausente desde a crise de 2008. A melhora do varejo em janeiro também sinaliza consumo mais firme.

Entretanto, o aumento de receitas em janeiro veio principalmente de ganhos de capital, resultando de venda de ativos para evitar tributos. Isso sugere volatilidade e pouca indicação de receita recorrente.

Desafios e Pressões

As projeções do OBR indicam déficits robustos e cortes profundos em muitos ministérios para priorizar NHS, educação e defesa. O déficit anual pode ficar próximo de 4,5% do PIB, com juros públicos em alta vigilância.

Entre os pontos de pressão estão 6 bilhões de libras ainda não contabilizadas para 2029 com custos adicionais de apoio a estudantes com necessidades especiais. Em 2030, custos de transporte para esse grupo podem chegar a 3,5 bilhões.

A defesa volta a figurar como prioridade, com possibilidade de aumento de até 10 bilhões de libras para atingir 3% do PIB no fim do mandato. A meta de 5% do PIB em 2034 permanece incerta para futuros governos.

Não há espaço para fantasia fiscal: o governo precisa manter limites rígidos de gasto em grande parte da máquina pública para reduzir o déficit, sem prejudicar serviços-chave. MPs de oposição pedem mais gasto, mas o cenário permanece desafiador.

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