- Brasil e Índia assinam acordo de investimentos e cooperação técnica em minerais críticos e terras raras, com foco na transição energética e alta tecnologia, após reunião em Nova Délhi.
- O entendimento busca ampliar o acesso a insumos estratégicos, incluindo terras raras, lítio e nióbio, fortalecendo cadeias de suprimentos e presença indiana na América Latina.
- A Índia possui a “Missão de Minerais Críticos”, que prevê isenção tributária na importação de vinte e cinco minerais considerados essenciais, integrando sua estratégia de diversificação de fornecedores.
- Na prática, o acordo permite que empresas indianas adquiram participações em ativos de mineração no Brasil e importem matérias-primas com isenção de impostos, ampliando a cooperação entre os dois países.
- As partes fixaram meta de comércio bilateral de até US$ trinta bilhões até 2030, com mais de US$ quinze bilhões em 2025, além da extensão de vistos de turismo e negócios de cinco para dez anos.
O Brasil e a Índia fecharam um acordo voltado a investimentos e cooperação técnica em minerais críticos e terras raras. A assinatura ocorreu neste sábado, após reunião em Nova Délhi, com foco em garantir acesso a insumos estratégicos para transição energética e indústria de alta tecnologia.
O acordo envolve participação de empresas indianas em ativos de mineração no Brasil e isenção de impostos na importação de matérias-primas. A medida reforça a presença indiana na América Latina e busca ampliar a competitividade frente a outras cadeias globais.
O entendimento dialoga com a Missão de Minerais Críticos da Índia, que prevê isenção tributária para 25 minerais essenciais. Modi destacou a construção de cadeias de suprimentos resilientes e prioridades em IA, supercomputação e semicondutores.
A parceria também visa ampliar o comércio bilateral, com meta de US$ 30 bilhões até 2030. Em 2025, as trocas já haviam superado US$ 15 bilhões. Além disso, vistos de turismo e negócios passam de cinco para dez anos para facilitar negócios.
Paralelamente, a Índia negocia acordo comercial com o Chile para acesso preferencial ao lítio. A iniciativa faz parte da estratégia de diversificação de fornecedores e de fortalecimento de parcerias na América Latina, visando abastecimento para o mercado asiático.
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