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Ásia acompanha nova situação tarifária entre incerteza e esperança

China, Japão e Índia acompanham a nova fase das tarifas dos EUA após a decisão do Tribunal Supremo, com dúvidas sobre reembolso, impactos e novas negociações

Un buque de carga atracado en el puerto de Qingdao (China) el 14 de febrero.
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  • O Supremo dos Estados Unidos derrubou grande parte dos aranceles recíprocos impostos por Donald Trump, despertando reação entre desconcerto e esperança na Ásia.
  • Na China, ainda sem resposta oficial, há sinais de satisfação por parte de vozes que veem a decisão como positiva para o multilateralismo, though alertando sobre complexidade do tema.
  • Japão, Coreia do Sul, Indonésia, Malásia e Tailândia discutem impactos, mantendo ou ajustando acordos de investimento e negociações comerciais com Washington.
  • Taiwan acompanha de perto a situação, mantendo comunicação estreita com os Estados Unidos e reiterando compromissos já firmados em memorandos de investimento e redução de tarifas.
  • Índia indicou apenas que está estudando o veredito; os aranceles aplicados passaram de até cinquenta por cento e foram reduzidos para dezoito por cento em negociações anteriores.

En Asia, a sentença do Supremo dos EUA, que derrubou grande parte dos aranceles recíprocos impostos pela administração de Donald Trump, gerou reações mistas entre autoridades e mercados da região. A medida abre espaço para readequações nas relações comerciais com Washington, mas ainda não determina como ficará a estrutura de tarifas.

Na China, ainda não houve resposta oficial, mas fontes citadas pelo Global Times apontam que a decisão pode ser vista como sinal favorável ao multilateralismo, apesar de preverem que não haja resolução rápida. Analistas destacam que a administração americana tende a buscar novas formas de manter pressões tarifárias.

Entre os analistas ouvidos pela imprensa chinesa, o entendimento é de que a situação é complexa e pode exigir tempo para mensagens claras sobre reembolsos ou ajustes. A soma paga por tarifas até dezembro é estimada pela Xinhua em cerca de 129 bilhões de dólares, mas há dúvidas sobre a devolução desses valores.

Em termos regionais, países da Ásia observaram impactos variados nos seus vínculos com Washington. Tailandia e Indonésia sinalizam manter diálogo ativo com os EUA para entender mudanças e preservar comércio, diante de tarifas que chegaram a 19% em alguns casos. Em Seul, autoridades disseram que o acordo comercial com os EUA permanece, ainda que haja maior incerteza para exportações.

No Japão, o governo não reverteu o compromisso de investimentos combinados com Washington, mesmo diante da queda prevista de tarifas. Fontes oficiais citadas pela imprensa empresarial indicam que Japão manterá projetos de desembolso significativos, considerados estratégicos para o crescimento econômico do país.

Taiwan, aliada dos EUA e maior produtora de chips, afirmou acompanhar de perto a evolução sem ainda ter definido como aplicar plenamente os acordos comerciais. O governo reiterou a intenção de manter comunicação estreita com Washington, destacando que o impacto inicial parece limitado.

A Índia, amplamente afetada pela escalada tarifária, informou que está estudando o veredito do Supremo. Os aranceles sobre petróleo russo e produtos diversos já haviam sido alvo de negociações com os EUA, com redução verificada em fevereiro, mas a agência de notícias destacou que o tema permanece em avaliação.

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