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Suprema Corte dos EUA rejeita tarifas globais propostas por Trump

Supremo dos EUA rejeita uso da Lei de Poderes Econômicos de Emergência para impor tarifas, limitando abrangência da política comercial de Trump e impactos globais

U.S. President Trump delivers remarks on tariffs, at the White House
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  • Corte Suprema dos EUA rejeita, em decisão de 6 a 3, o uso que o governo Trump fez da Lei de Potências Econômicas em Emergência Internacional (IEEPA) para impor tarifas globais.
  • A decisão confirma a sentença de tribunal inferior ao considerar que a aplicação da lei excedeu a autoridade do presidente, violando a separação de poderes com o Congresso.
  • O tribunal manteve a doutrina das “questões relevantes” (major questions doctrine), exigindo autorização clara do Congresso para decisões de grande significado econômico ou político.
  • O caso foi movido por empresas afetadas e por dezoito estados, e envolve tarifas sobre quase todos os parceiros comerciais dos EUA.
  • Economistas estimam que as tarifas baseadas na IEEPA teriam gerado centenas de bilhões de dólares ao longo de uma década; o governo poderá buscar fundamentações legais alternativas, ainda que sem a mesma amplitude.

A Suprema Corte dos EUA rejeitou na sexta-feira as tarifas amplas aplicadas pelo presidente Donald Trump com base na International Emergency Economic Powers Act (IEEPA). O tribunal manteve uma decisão de instância inferior ao entender que o uso da lei excedeu a autoridade do Executivo. A decisão foi emitida em conjunto por 6 votos a 3.

Os justices concordaram que a interpretação de Trump sobre a lei violava a prerrogativa do Congresso, segundo o texto do veredito assinado pelo presidente da Corte, John Roberts. O raciocínio se apoiou na doutrina de “perguntas relevantes” que exige autorização explícita do Legislativo para decisões de grande significado econômico e político.

Contexto jurídico

O veredito afirma que o presidente não pode impor tarifas como se tivesse autorização ampla do Congresso. O uso da IEEPA para impor tributos a quase todos os parceiros comerciais foi alvo de ações coletivas de empresas e de 12 estados, majoritariamente governados por democratas.

Impactos e próximos passos

Trump já havia defendido as tarifas como ferramenta de segurança econômica nacional. Especialistas estimam que o regime de tarifas sob IEEPA acumulava receitas significativas, sujeitas a possível restituição em caso de vitória judicial. A Casa Branca avaliaria alternativas legais para manter parte das tarifas.

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