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Créditos fiscais de até R$ 1,9 bi beneficiam rede Assaí, dizem analistas

Analistas veem recuperação de até R$ 1,9 bi em créditos de PIS/Cofins; Itaú BBA eleva preço-alvo, destacando impacto na rentabilidade do Assaí

Rede Assaí acumulou créditos tributários sobre bebidas frias desde 2015, quando o governo federal alterou o regime de cobrança do PIS/Cofins no segmento. Monetização já começou e deve somar ao menos R$ 750 milhões até dezembro
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  • Assaí identificou um estoque de créditos de PIS/Cofins sobre bebidas frias, com potencial de monetização de aproximadamente R$ 1,9 bilhão nos próximos dois anos (R$ 1,5 bilhão retroativos e R$ 380 milhões em 2026).
  • O Itaú BBA elevou o preço-alvo da ação ASAI3 de R$ 10 para R$ 11, mantendo recomendação de compra, citando a questão dos créditos fiscais.
  • A monetização está condicionada à homologação pela Receita Federal até 31 de dezembro de 2026; sem aprovação, o direito pode caducar com a reforma tributária.
  • Em janeiro, R$ 100 milhões já foram convertidos em caixa; a gestão projeta ao menos R$ 750 milhões adicionais até dezembro, com saldo restante para 2027.
  • A empresa tem 312 lojas e mira 317 ao fim de 2026, enfrenta pressão de margens e dívida, estimando R$ 6,2 bilhões a vencer entre 2027 e 2028; houve redução de inaugurações previstas para 2026.

A possibilidade de recuperar até R$ 1,9 bilhão em créditos fiscais de PIS/Cofins sobre bebidas frias tem chamado a atenção de analistas e investidores, beneficiando as ações do Assaí. A informação surge após a divulgação dos resultados de 2025 e impactos esperados nos próximos dois anos.

Nesta sexta-feira, o Itaú BBA elevou o preço-alvo do papel ASAI3 em 10%, mantendo a recomendação de compra. O preço-alvo passou de R$ 10 para R$ 11, com valor de fechamento de R$ 9,46 na quinta-feira, 19, e valorização de 0,21% no dia.

O Assaí informou ter identificado um estoque de créditos de PIS/Cofins relacionado a bebidas frias, incluindo refrigerantes, cervejas, águas e sucos industrializados. A monetização deve ocorrer progressivamente, com impacto positivo no fluxo de caixa ao longo dos próximos dois anos.

Origem dos créditos

A disputa remonta a 2015, quando houve mudança do regime de PIS/Cofins sobre bebidas frias de monofásico para plurifásico. O tributo passou a aparecer discriminado na nota fiscal de compra, criando direito de ressarcimento para a companhia, conforme a gestão do Assaí.

Em janeiro, R$ 100 milhões já foram convertidos em caixa por meio de compensação com outros tributos federais. A empresa projeta monetizar ao menos R$ 750 milhões adicionais até dezembro, com o saldo restante para 2027.

Perspectivas e riscos

A obtenção dos créditos depende da homologação pela Receita Federal até 31 de dezembro de 2026. Sem esse aval, o direito caducaria com a reforma tributária e a CBS. O Itaú BBA aponta que, até 2027, a transição para a CBS pode elevar a margem bruta em até 15 pontos-base.

A companhia informou que o resultado de 2025 reforçou a visão positiva de mercado, com melhoria de margem e redução do endividamento. Entretanto, a disputa fiscal permanece sujeita a decisões administrativas, que podem alterar o cenário.

Dívida e expansão de lojas

Entre 2027 e 2028, a rede tem R$ 6,2 bilhões de dívidas a vencer, o que reforça a importância dos créditos para o caixa. Em 2026, o Assaí reduziu de 10 para 5 o número de inaugurações previstas, ajustando a taxa de crescimento.

O grupo mantém 312 lojas e projeta chegar a 317 ao fim de 2026, com receita bruta estimada em R$ 86,7 bilhões. Outros players do setor, como Atacadão e Grupo Mateus, também ampliam presença, intensificando a competição.

Contexto de mercado

O cenário atual envolve pressão de rentabilidade setorial, com expansão do espaço de venda e maior oferta para classes B e C. O desempenho recente do Assaí, com participação de mercado em destaque, sinaliza manutenção de trajetória positiva, segundo analistas do BB Investimentos.

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