- O Supremo Tribunal dos Estados Unidos anulou a justificativa legal da maior parte das tarifas impostas a Canadá, mantendo apenas as tarifas sob a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA), excluindo os 25% sobre aço, alumínio e automóveis canadenses.
- O ministro federal canadense do comércio norte-americano, Dominic LeBlanc, afirmou que a decisão reforça a posição do Canadá contra as tarifas da IEEPA e reiterou o compromisso de apoiar setores afetados pelas tarifas da Seção 232.
- O Canadá continua diversificando suas relações comerciais e acompanha a revisão do acordo trilateral T‑MEC com Estados Unidos e México, com possível renovação a partir de 1º de julho.
- Dados indicam queda no comércio com os EUA no ano anterior: exportações canadenses recuaram 5,8% e as importações vindas dos EUA caíram 2,9%, reduzindo o superávit comercial com o país para 81,6 bilhões de dólares, frente 101,3 bilhões de 2024.
- O governo canadense enfatiza a expansão de relações comerciais globais para reduzir a dependência dos EUA, em meio a mudanças nas relações bilaterais e a busca por novas parcerias.
O Canadá aplaudiu, com prudência, a decisão do Supremo dos EUA que anulou a maior parte dos aranceles aplicados pelo governo de Donald Trump aos parceiros do G-7, entre eles o Canadá. A decisão não alcançou todos os tributos.
O veredito derruba os aranceles sob a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA), que incluía tarifas sobre aço, alumínio e automóveis canadenses. Restam em vigor apenas os tributos da IEEPA sobre o fentanyl.
Dominic LeBlanc, ministro federal responsável pelo comércio norte-americano, disse que a decisão reforça a posição de Canadá contra tais aranceles. Em comunicado, ele afirmou que a medida é injustificada.
LeBlanc destacou que, apesar da decisão, o Canadá continuará apoiando setores que ficaram sem benefícios. Em redes sociais, o ministro lembrou que o acordo com os EUA é o melhor entre os parceiros, mas há trabalho a fazer para setores da indústria.
O ministro ressaltou que as importações atingidas pelos aranceles de 25% devem ser acompanhadas pelas provincias. Ontário, principal polo consumidor, foi entre os mais afetados pela tributação a veículos.
Canadá, Estados Unidos e México revisam o acordo trilateral T-MEC, vigente desde 2020. O objetivo é avaliar possíveis renovações com prazo de 16 anos. Se não houver consenso, começa uma contagem regressiva de 10 anos.
A renovação do T-MEC ainda pode ocorrer a qualquer momento após julho. Especialistas avaliam que os esforços de diversificação comercial do Canadá devem ganhar impulso diante da nova conjuntura. A busca é reduzir dependência dos EUA.
LeBlanc mencionou que Ottawa mira ampliar relações comerciais globais. O governo canadense trabalha para criar crescimento bilateral com parceiros ao redor do mundo, ao mesmo tempo em que reforça a cooperação com aliados confiáveis.
Dados divulgados pela agência estatal Efe indicam que, no ano passado, as exportações canadenses para os EUA caíram 5,8%, e as importações dos EUA caíram 2,9%. O superávit comercial com o vizinho caiu para 81,6 bilhões de dólares.
Até 2025, no início do segundo mandato de Trump, cerca de 76% das exportações do Canadá tinham destino aos EUA. Analistas veem a divisão do comércio como componente estratégico da política econômica canadense.
No cenário externo, o Canadá intensificou aproximações com México e outras economias de interesse. A gestão busca reduzir vulnerabilidades frente a tensões protecionistas e manter flujos comerciais estáveis.
Novo rumo de relações comerciais
A decisão do Supremo dos EUA, anunciada na sexta-feira, é considerada por especialistas um avanço para o Canadá. O país permanece atento às implicações legais e econômicas das tarifas em vigor.
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