- Em 12 meses, a economia dos EUA cresceu 2,2%, e o presidente Donald Trump se prepara para o primeiro discurso do State of the Union no segundo mandato.
- A política de imigração, com deportações e queda na migração, pressionou setores como agricultura, construção e serviço de baixa qualificação, mas o efeito agregado no mercado de trabalho é pouco claro.
- Tarifa sobre bens importados elevou custos para empresas e consumidores americanos; estudo da New York Fed aponta que cerca de 90% desse custo foi absorvido por negócios e famílias, prejudicando a manufatura e o custo de inputs.
- A inflação tem reculado, mas a percepção de custo de vida permanece alta; salários reais subiram, especialmente para os menos favorecidos, porém a sensação de dificuldade financeira persiste entre jovens.
- debates sobre corrupção: efeitos de longo prazo ainda são incertos, com potencial de ineficiências e perda de confiança institucional, enquanto, no curto prazo, alguns setores podem se beneficiar de rápidas ações.
A economia dos EUA cresceu 2,2% no último ano, segundo dados divulgados antes do primeiro discurso do Estado da União do segundo mandato. O governo de Donald Trump mostrou uma agenda econômica mais ampla, que incluiu reformas em comércio externo e políticas de imigração, além de medidas contra a corrupção. O destaque é o entrelaçamento entre crescimento, inflação, empregos e custo de vida.
Especialistas apontam que a inflação tem recuado, mas a sensação de dificuldade financeira persiste para boa parte da população. Economistas destacam que salários reais têm subido, principalmente entre trabalhadores de menor renda, devido à recuperação do emprego após a pandemia. Mesmo assim, problemas como o custo de moradia, educação e assistência médica continuam sendo desafios para setores médios e jovens.
Contexto econômico atual
Análises indicam que a percepção de aperto financeiro é geracional: pessoas entre 20 e 40 anos sentem mais o peso de despesas como aluguel, empréstimos estudantis e seguro de saúde. Já trabalhadores mais velhos relatam maior conforto com o cenário de longo prazo. O efeito é uma sensação de melhoria nos termos de emprego, mas de dificuldade para manter um padrão de vida estável.
Migração, trabalho e moradia
A política de imigração, com deportações ampliadas, afetou setores intensivos em mão de obra, como agricultura, construção e serviços de baixa qualificação. Ainda não houve uma mudança drástica na taxa de emprego entre brasileiros e cidadãos locais, embora a composição da força de trabalho tenha se modificado. Em alguns estados, valores de imóveis caíram, conforme dados oficiais, mas o efeito geral sobre o mercado de habitação ainda é debatido.
Tarifas e custo de produção
Economistas questionados apontam que tarifas impulsionariam a inflação de forma sustentada apenas se fossem contínuas. Estudos indicam que o peso das tarifas tem recaído principalmente sobre consumidores e empresas americanas importadoras. A Nova York Fed aponta que cerca de 90% do custo foi absorvido por empresas e consumidores dos EUA, reduzindo margens de lucro em parte do setor produtivo.
Corrupção e efeitos a longo prazo
Especialistas destacam que danos institucionais podem surgir com o tempo, por meio de alocação inadequada de capital e maior influência de redes de cunho político. No curto prazo, however, a chamada corrupção pode acelerar negócios e contratos, facilitando projetos. Embora haja debates, os impactos de longo prazo ainda não são constatados com clareza.
Conclusões provisórias
O ciclo de políticas de Trump trouxe efeitos mistos: crescimento moderado, pressão de custos em setores produtivos e dúvidas sobre o equilíbrio entre regulação, eficiência e governança. Dados atuais indicam impactos variáveis dependendo do setor, da região e do tempo, com consequências que se desenrolam ao longo de anos.
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