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Varejistas do Reino Unido planejam reduzir horas e empregos com custos trabalhistas em alta

Varejistas britânicas planejam reduzir horas de trabalho e demitir mais funcionários ante custos trabalhistas elevados, reforçando o pessimismo econômico

The UK retail sector has shed 74,000 jobs in the past year.
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  • 61% dos diretores financeiros de varejo planejam reduzir horas de trabalho ou horas extras.
  • 55% dizem que cortarão empregos no nível de escritório e 42% reduzirão vagas em lojas.
  • O setor já perdeu 74 mil empregos no último ano, em parte por novas tecnologias.
  • Os custos de mão de obra subiram em 2025, impulsionando o uso de tecnologia para reduzir a necessidade de trabalho.
  • 69% dos diretores financeiros estão pessimistas ou muito pessimistas sobre a economia, contra 14% optimistas.

O varejo do Reino Unido planeja reduzir horas trabalhadas e ocupações à medida que os custos com mão de obra sobem, em meio a pessimismo econômico. A conclusão é de um levantamento da British Retail Consortium (BRC), divulgado recentemente. As medidas visam atenuar o impacto financeiro sobre as empresas.

Segundo o estudo, 61% dos diretores financeiros de varejo pretendem reduzir horas ou cortar horas extras. Outros 55% planejam cortar vagas no escritório central e 42% apontam redução de empregos em lojas. A soma sinaliza pressão contínua sobre o emprego no setor.

Além disso, o varejo britânico já eliminou 74 mil postos de trabalho no último ano, parcialmente devido a novas tecnologias, como IA em marketing e gestão de estoque, além de caixas automatizadas. Em 2025, os custos salariais subiram, elevando a despesa em 5 bilhões de libras.

Perspectivas econômicas e custos

84% dos diretores financeiros do setor destacam custos trabalhistas entre as três principais preocupações, um aumento expressivo ante julho. O relatório aponta que a economia deve permanecer frágil, com fraca subida de salários, desemprego em ascensão e confiança do consumidor baixa, o que pode reduzir a demanda.

Helen Dickinson, CEO da BRC, ressalta que o setor já perdeu centenas de milhares de empregos nos últimos anos e que o desemprego juvenil cresce. Ela menciona que mudanças na legislação de direitos trabalhistas, a partir de abril, podem influenciar as oportunidades de emprego, positiva ou negativamente, dependendo da implementação.

A liderança do setor continua monitorando impactos de custo, tecnologia e políticas públicas, buscando manter empregos de nível inicial e horários flexíveis, sem comprometer a viabilidade financeira das empresas.

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