- UniSuper, que gere US$ 158 bilhões para cerca de 670 mil membros, é acusado de greenwashing por manter o rótulo “sustentável” de uma opção de investimento mesmo reduzindo seus critérios ambientais.
- A opção Global Environmental Opportunities passou de exigir pelo menos quarenta por cento de receita proveniente de temas ambientais para vinte por cento, com inclusão de empresas de tecnologia como Microsoft e Nvidia.
- A denúncia foi apresentada à Comissão australiana de Valores Mobiliários e Investimentos (Asic) pela Environmental Defenders Office, em nome de um associado, John Dixon.
- Os críticos afirmam que houve enfraquecimento dos critérios e pouca comunicação aos membros sobre a mudança, mantendo o nome e a divulgação da opção sob o rótulo de ambiental.
- A UniSuper afirmou que a modificação visou ampliar o universo investível, mantendo o foco temático ambiental.
UniSuper é acusado de greenwashing após reduzir, sem avisar, os critérios ambientais de opção de investimento
A instituição australiana UniSuper, que administra 158 bilhões de dólares para 670 mil associados, voltou a marcar a opção Global Environmental Opportunities como sustentável mesmo tendo, em março de 2025, reduzido o patamar mínimo de elegibilidade de 40% para 20%. A mudança permitiu incluir grandes empresas de tecnologia entre os principais investimentos, como Microsoft e Nvidia, ampliando o universo investível mantido sob o selo ambiental.
A versão atual da opção utiliza menos restrições aos ativos, mantendo a referência ambiental na nomenclatura e no site institucional. Alega-se que a modificação foi feita para ampliar o universo de investimentos, sem abrir mão do tema ambiental.
Reclamação oficial e contexto
Nesta quinta-feira, a Environmental Defenders Office apresentou uma queixa formal à Asic, em nome do associado John Dixon, acusando a UniSuper de possivelmente apresentar declarações enganosas. A denúncia aponta que o nome da opção foi mantido como sustentável, mesmo com critérios reduzidos.
Dixon afirmou ter ficado surpreso ao ver empresas de tecnologia entre os maiores investimentos da GEO, com emissões de gases de efeito estufa significativas e em ascensão. Ele comunicou-se previamente com a UniSuper em agosto, mas considerou a resposta insatisfatória, levando à formalização da queixa.
Comunicação aos associados
Segundo a UniSuper, as mudanças foram comunicadas aos membros por meio do site e de um email, que convidava o leitor a abrir um documento em PDF para detalhes. A instituição ressaltou que a alteração visou expandir o universo de investimentos, sem detalhar amplamente as alterações aos associados.
A queixa solicita que a Asic apure as alegações e, se necessário, recomende medidas cabíveis. O caso envolve a interpretação de termos como sustentável e o impacto de incluir empresas com maior pegada de carbono sob o rótulo ambiental da carteira GEO.
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