- O saldo de encomendas da indústria britânica ficou abaixo da média em fevereiro, em -28, com leve elevação em relação a janeiro (-30).
- A produção industrial caiu nos três meses até fevereiro, em -14, mas houve melhora em relação a janeiro (-25).
- A maioria das empresas espera aumento de preços nos próximos três meses, com o indicador em +26.
- As perspectivas mostram queda de produção no mesmo período, mantendo o ritmo de atividade fraco.
- O governo anunciou estratégia industrial com investimento de £2 bilhões para reduzir custos de energia até 2027, medida que a CBI recomenda adiantar para beneficiar a indústria já.
A manufatura britânica segue com encomendas aquém da média e pressão de preços em ascensão, aponta a pesquisa de tendências industriais da CBI. Em fevereiro, o saldo de novos pedidos ficou abaixo do esperado, e a maior parte das empresas espera subir preços nos próximos três meses.
O livro de pedidos para fevereiro ficou em -28, ligeiramente acima de -30 em janeiro, mas muito abaixo da média de -14. A produção industrial também recuou no trimestre até fevereiro, com saldo de -14, uma melhora em relação a janeiro.
As perspectivas de preços para os próximos três meses ficaram em +26, ante +29 em janeiro, o maior nível desde fevereiro de 2023, quando houve choque de energia. A indústria tenta entender o impacto de custos crescentes sobre margens e demanda.
A CBI aponta que a indústria representa cerca de 9% da economia britânica. O governo tem feito da agenda industrial uma prioridade, com estratégias para reduzir custos de energia com investimentos estimados em 2 bilhões de libras até 2030, ainda sem início em 2027.
Segundo a CBI, reduzir custos de energia pode tornar a indústria mais competitiva e aliviar pressões sobre o custo de vida, estimulando a demanda. O relatório sugere adiantar parte dessas medidas para apoiar firmas no curto prazo.
O texto também traz sinais de preocupação entre pequenas empresas. A Federação das Pequenas Empresas (FSB) destacou pressões de custo intensas e pediu ações ao tesouro para conter o aumento de contas a partir de abril.
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