- Um tribunal brasileiro reinstalou, na última quarta-feira, uma ordem que libera o acesso ao terminal portuário de Santarém, onde a Cargill opera, conforme decisão assinada pelo juiz federal Shamyl Cipriano.
- Manifestantes indígenas bloqueiam o tráfego de caminhões na entrada do terminal de grãos da Cargill, na região norte do Brasil, há vários dias, protestando contra planos de dragagem do rio Tapajós.
- Na semana passada, a Justiça federal determinou medidas em quarenta e oito horas para remoção dos protestantes e restauração do acesso à instalação no estado do Pará.
- Procuradores Federais afirmam ter recorrido da decisão, alegando que o acórdão desrespeitou normas do Conselho Nacional de Justiça, que exige participação direta de povos indígenas e realização de audiência de mediação antes de qualquer remoção.
- A decisão de domingo teria sido revertida, e a reintegração, anunciada nesta quarta-feira, representa uma vitória para a Cargill; os procuradores analisam o novo veredito.
Um tribunal brasileiro reintegrou, na noite de quarta-feira, uma ordem que libera o acesso ao terminal portuário de Santarém, onde a trading norte-americana Cargill opera, conforme decisão assinada pela juíza federal Shamyl Cipriano.
Manifestantes indígenas bloqueiam o tráfego de caminhões na entrada do terminal de grãos de Cargill, no norte do Brasil, há vários dias, em protesto contra planos de dragagem do rio Tapajós. A ação afeta a circulação de veículos na região.
Na semana passada, uma decisão federal determinou que o governo adotasse medidas em 48 horas para remover os protestantes e restabelecer o acesso à instalação, em estado do Pará. A medida foi questionada pela defesa pública.
Os procuradores federais disseram ter recorrido, afirmando que a decisão desconsiderou normas do Conselho Nacional de Justiça que exigem participação direta de povos originários e realização de audiências de mediação antes de remoções. A nova decisão sustenta o retorno do fluxo. Cargill não comentou o caso.
A Procuradoria analisa o novo acórdão e os impactos da decisão para a operação da empresa na região. Não houve confirmação de novos prazos ou medidas adicionais até o momento.
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