- A escassez de RAM deve impactar smartphones, notebooks, consoles e roteadores em 2026, com aumentos de preço e menor disponibilidade.
- Os custos de memória já subiram bastante; IDC aponta que RAM representa cerca de 15–20% do custo de materiais de um smartphone médio e 10–15% de um flagship, com margens pressionadas.
- Fabricantes como Qualcomm e Apple devem repassar parte dos custos aos dispositivos, o que pode elevar preços de telefones e impactar lançamentos.
- No mercado de PCs, Dell, Framework e Lenovo já registram aumento de preços ou custos de memória mais altos, e ams previsões apontam queda de venda de laptops e do mercado como um todo.
- Especialistas apontam que a crise deve perdurar até 2028, com Micron, Samsung e SK Hynix sinalizando expansão lenta da produção e necessidade de novos fabs.
O rastro de escassez de RAM atinge não apenas desktops, mas também smartphones, notebooks e consoles. O problema vem se ampliando, pressionando preços e disponibilidade em 2026. O AI impulsiona a demanda por memória, elevando custos para fabricantes.
Analistas indicam que a oferta de RAM ficará apertada, com aumento de preços e menos vagas para atender a demanda. Empresas de chips mantêm o foco em AI, priorizando margem e produção, enquanto outras áreas sentem o aperto.
Na prática, isso significa que smartphones podem ficar mais caros ou com unidades mais difíceis de encontrar. As fabricantes devem reduzir lançamentos ou adiantar cortes de produção para equilibrar custos.
A Qualcomm avisa que haverá menos aparelhos no mercado e que os poucos itens disponíveis terão preço maior. Executivos destacam que a memória em celulares deve definhar o ritmo de lançamentos neste ano.
A situação também impacta consoles. Relatórios apontam que a memória elevada pode atrasar novos modelos ou elevar o preço de hardware. A indústria já observa reajustes futuros em catálogos de consoles.
No segmento de jogos portáteis, a situação exige reajustes de preço e mudanças de oferta. Dispositivos com menos memória ou com custo maior entram no radar de consumidores e varejistas.
Entre laptops, a memória representa boa parte do custo dos dispositivos. Montadoras já consideram repasses de preço conforme a cadeia de suprimentos sofre reajustes. A Dell e a Framework indicam custos maiores por gigabyte.
A Lenovo confirmou que aumentos de memória elevam o custo total, pressionando preços de notebooks. A Apple ainda não sinalizou mudanças, mas analistas cogitam impactos possivelmente anunciados em eventos futuros.
Quando a escassez deve se normalizar? Executivos falam em recuperação apenas a partir de 2028. Micron, Samsung e SK Hynix apontam margens maiores, mas dispõem de planos de expansão lentos.
Fontes do setor ressaltam que as três fornecedoras controlam grande parte da oferta global de DRAM. Mesmo com novas fábricas, a comunicação entre demanda e produção leva tempo para normalizar.
Em resumo, a pressão de RAM deve permanecer em 2026 e 2027, transferindo parte do custo para consumidores. Empresas buscam equilibrar margens enquanto o mercado se ajusta a uma nova realidade de suprimentos.
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