- O presidente Pedro Sánchez anunciou que o fundo España crece mobilizará 23.000 milhões de euros para a construção de até 15.000 moradias acessíveis por ano, gerido pelo Instituto de Crédito Oficial (ICO), com 10.500 milhões de euros em empréstimos não usados do Plano de Recuperação e 2.800 milhões de euros em transferências não reembolsáveis.
- A meta é ampliar esse capital por meio de dívida, até 60.000 milhões de euros, podendo chegar a 120.000 milhões de euros com a participação do setor privado, mantendo a habitação como um dos três pilares (habitação, competitividade das empresas e transição energética).
- A medida busca aproveitar fundos comunitários que precisavam ser reciclados e ampliar os recursos do governo em um momento de paralisia orçamentária.
- A apresentação, prevista para 19 de janeiro, foi adiada após o acidente de trem em Adamuz; a oposição, em especial o Partido Popular, acusa o governo de reforçar o ICO em vez de criar um verdadeiro fundo soberano.
- O governo sustenta que o mecanismo manterá o impulso de investimento mesmo após o fim do mecanismo europeu de recuperação neste ano, com parte do dinheiro destinada ao financiamento de moradia de aluguel a preços acessíveis.
O presidente do Governo espanhol, Pedro Sánchez, informou nesta segunda-feira que o novo fundo soberano espanhol planeja mobilizar 23 bilhões de euros para a construção de até 15 mil casas acessíveis por ano. O veículo, chamado España Crece, será gerido pelo Instituto de Crédito Oficial (ICO).
O fundo contará com 10,5 bilhões de euros em empréstimos não utilizados do Plano de Recuperação europeu e com 2,8 bilhões em transferências que não precisarão ser devolvidas. A expectativa é que o capital se multiplique por meio de instrumentos de dívida, chegando a 60 bilhões de euros, e possa se reproduzir até 120 bilhões com participação do setor privado.
Estrutura e objetivos
O governo afirma que a habitação será um dos três pilares de investimentos do fundo, ao lado da competitividade das empresas espanholas e da transição energética. O objetivo é ampliar recursos públicos em um momento de restrição orçamentária.
Contexto e críticas
A origem do instrumento passou por atraso: a apresentação estava marcada para 19 de janeiro, mas foi adiada após o acidente ferroviário de Adamuz. O governo sustenta que o mecanismo dará continuidade ao impulso de investimento após o fim do regime europeu de recuperação neste ano.
Posição da oposição
Alguns críticos afirmam que o mecanismo funciona mais como um ICO reforçado do que como um fundo soberano tradicional. O PP disse que a ferramenta serve para mascarar falhas na implementação do plano europeu e para manter parte de empréstimos que haviam sido renegados. O governo nega que se trate de um desvio de natureza soberana.
Entre na conversa da comunidade