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Portugal diz que danos de tempestade limitam equilíbrio do orçamento e dívida

Portugal tenta manter o superávit e reduzir a dívida, mas danos das tempestades limitam espaço fiscal, com dívida em 87,8% do PIB e superávit de 0,1% do PIB

Portuguese Minister of State and of Finance Joaquim Miranda Sarmento takes part in the Eurozone finance ministers' meeting in Brussels, Belgium, November 12, 2025. REUTERS/Yves Herman
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  • Portugal irá trabalhar para manter o orçamento equilibrado e reduzir a dívida pública, mas os danos das tempestades devem restringir esse esforço.
  • Os custos diretos de reconstrução foram inicialmente estimados em mais de 4 bilhões de euros; o governo já disponibilizou 2,5 bilhões de euros em empréstimos e incentivos.
  • O superávit orçamentário deve encolher de cerca de 0,3% do PIB em 2025 para 0,1% neste ano.
  • Em 2026, o ano deve ser “muito difícil” devido aos 2,5 bilhões de euros em empréstimos dos fundos de recuperação da União Europeia, que pesam no orçamento.
  • A dívida pública deve cair para cerca de 87,8% do PIB neste ano, ante 90% em 2025, com expectativa de crescimento de 2,3% antes das tempestades.

Portugal diz que equilíbrio orçamentário e redução da dívida seguem, mas impactos de tempestades dificultam o caminho. O ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, afirmou que os danos econômicos devem afetar as contas públicas. Lisboa, 16 fev (Reuters).

Sarmento falava ao chegar a uma reunião do Eurogrupo em Bruxelas. Segundo ele, levará semanas para quantificar os prejuízos a casas, indústrias e infraestrutura. O tema entra como prioridade na agenda europeia.

O governo já estimou custos diretos de reconstrução acima de 4 bilhões de euros. Foram concedidos 2,5 bilhões em empréstimos e incentivos para a recuperação após a Storm Kristin.

Contexto financeiro

Antes das tempestades, o governo projetava excedente de 0,3% do PIB em 2025, com crescimento de 2,3% em 2026. O ministro indicou que 2026 será desafiador, pois 2,5 bilhões em empréstimos de fundos de recuperação da UE elevam as despesas.

A dívida pública deve recuar para 87,8% do PIB em 2026, ante 90% em 2025. A estimativa de crescimento de 2026 permanece condicionada aos auxílios e a fatores externos.

A situação econômica atual depende também de choques climáticos recentes e da evolução das frentes de tempo. As autoridades ressaltam a necessidade de auxílio emergencial e de reconstrução, sem abrir mão do equilíbrio fiscal.

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