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Opções de Starmer para financiar novo aumento de gasto militar seriam limitadas

Opções de Starmer para elevar gasto anual em defesa até £14 bilhões são limitadas por limites de endividamento, prioridades domésticas e incertezas de mercados

A British soldier conducting mine clearance takes part in Nato exercises in Estonia this month.
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  • Keir Starmer tem poucas opções para aumentar o gasto anual com defesa em até £14 mil milhões antes do fim deste parlamento; o plano atual é subir de 2,3% do PIB em 2024-25 para 2,6% em 2028-29.
  • No fim de semana, no Munich Security Conference, ele defendeu Defesa mais alta e sostenida; a BBC informou que o governo avalia chegar a 3% do PIB até 2029, mas ainda não há plano concreto diante de diversos obstáculos.
  • Entre os entraves estão limites de endividamento do Tesouro, prioridades como listas de espera no NHS e cuidados sociais, além de previsões não confiáveis de receitas e custos.
  • OBR (órgão independente) estima que 3% do PIB custaria cerca de £17,3 bilhões a mais por ano em 2029-30, enquanto o IFS aponta £13 bilhões a £14 bilhões; o alcance dessas cifras depende de financiamento.
  • Opcões de financiamento incluem maior arrecadação via imposto de renda (aproximadamente 1,5p adicionais) ou cortes em outros gastos; financiamentos com dívida podem assustar mercados e exigir ajustes de políticas.

Keir Starmer enfrenta um conjunto de entraves para ampliar o gasto anual com defesa em até 14 bilhões de libras antes do fim deste parlamento. Em 2024-25 o gasto já estava projetado para subir de 2,3% do PIB para 2,6% até 2028-29, mas há sinais de que o premiê pretende acelerar o ritmo.

Durante a Munich Security Conference, Starmer pediu maior e mais estável investimento militar para enfrentar a ameaça russa. O governo avalia a possibilidade de chegar a 3% do PIB até 2029, porém a viabilidade depende de várias restrições orçamentárias e políticas.

Para além das prioridades domésticas, o Tesouro impõe limites de endividamento para reduzir o déficit, que fica em torno de 5% do PIB há anos. O orçamento de novembro previa controles rígidos entre 2027 e 2029, até a próxima eleição geral.

Panorama fiscal e viabilidade

A previsão de OBR aponta custo de 3% do PIB para defesa em 2029-30 de cerca de 17,3 bilhões de libras, segundo avaliação oficial. Economistas apontam que o arredondamento para 3% ficaria entre 13 e 14 bilhões de libras, por ano.

A IFS indica que ampliar o gasto sem aumentar impostos ou cortar outras áreas pode ser complicado. Um incremento de 1,5 ponto percentual no imposto de renda, por exemplo, seria necessário para financiar a medida, além de ajustes no congelamento de faixas.

Opções de financiamento e impactos

Especialistas dizem que financiamento por dívida para defesa não costuma impulsionar crescimento ou produtividade. Investidores podem não tolerar elevação de endividamento por muitos anos, elevando custos de crédito.

Segundo o economista da Capital Economics, elevar o gasto para 3% pode exigir maior arrecadação tributária ou cortes adicionais em outras áreas. O Tesouro precisa equilibrar metas fiscais com pressões de mercado.

Cenário atual e próximo passo

A spring statement de 3 de março deve esclarecer as margens fiscais disponíveis. Enquanto isso, a especulação sobre cortes indiretos e novas fontes de receita se intensifica, com o governo avaliando cenários de ajuste orçamentário.

Lenders britânicos já demonstram nervosismo frente a gastos extraordinários. A administração também precisa considerar custos com educação especial e outras medidas sociais, que podem impactar o espaço fiscal até 2030.

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