- Peter Waddell, de 59 anos, afirma ter sido removido da presidência da Big Motoring World em um suposto “golpe” envolvendo rivais e investidores privados.
- Ele permanece acionista majoritário, e alega que conspiradores criaram um plano para que uma investigação concluísse que houve demissão por má conduta.
- O empresário é acusado de ter feito comentários racistas e sexistas, incluindo ter chamado um colega hindu de “Hyundai”; ele nega as afirmações ou diz que foram retiradas de contexto.
- Em 2022, o grupo Freshstream investiu cerca de um terço da empresa, com opção de comprar as ações restantes de Waddell.
- O caso está tramitando na alta corte do condado de Kent, com uma investigação de conduta iniciada no início de 2024; testemunhas devem ser apresentadas e o julgamento continua.
Peter Waddell, empresário do ramo de usados, foi afastado da liderança da Big Motoring World, avaliada em cerca de 300 milhões de libras, em meio a alegações de conluio entre rivais de negócio e investidores. O caso foi levado ao tribunal de alta instância, que ouve argumentos sobre um suposto “golpe” para retirar o CEO do grupo automotivo com planos de tomada de controle. Waddell permanece como acionista majoritário.
O processo sustenta que consultores e investidores tramaram um plano para que uma investigação interna concluísse pela ocorrência de faltas graves que justificassem a demissão. A defesa de Waddell afirma que o afastamento ocorreu sem a devida entrevista e por motivos ligados a uma piora no desempenho financeiro da empresa.
Waddell, que é surdo e tem dislexia, acusa a rede de investidores de ter acionado o processo após uma desaceleração nos negócios. A defesa alega que houve influência externa para remover o empresário, mantendo que as ações buscaram beneficiar a controladora do grupo Big Motoring World.
O que está em jogo
Os advogados da parte de Waddell destacam que o empresário foi obrigado a deixar o cargo por meio de “conspiradores” que teriam projetado o desfecho da apuração para confirmar uma demissão. A defesa nega que tenha havido erro processual e sustenta que houve conduta indevida por parte de quem planejou a operação.
Posições de quem atua no processo
A equipe de Freshstream, investidor que detém participação na companhia, argumenta que o caso não se caracteriza como golpe, e que a maioria dos envolvidos buscava conduzir o negócio com responsabilidade. Os representantes do operador do fundo e das empresas do grupo afirmam que as acusações de maus tratos e discriminação são graves, com testemunhas que incluem colegas e parceiros de negócios.
O tribunal ouviu que a investigação de 2024 teve início após reclamações sobre o modo como Waddell tratava funcionários, clientes e parceiros. A defesa sustenta que há evidências de que houve uma tentativa de intimidar testemunhas para evitar o depoimento. A parte contrária alega que as acusações são sérias e refletidas por relatos de várias fontes.
O processo permanece em andamento, com o tribunal avaliando as evidências apresentadas por ambas as partes e aguardando relatos de testemunhas. Não houve ainda conclusão sobre as alegações nem sobre o modo como a gestão foi alterada dentro do grupo Big Motoring World. A decisão final não está prevista neste momento.
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