- O índice de confiança do consumidor no Reino Unido ficou em 44,8 em fevereiro, o mais baixo em dois anos; leituras abaixo de 50 indicam deterioração.
- A sondagem aponta pessimismo sobre dívidas, perspectivas financeiras futuras e poupança, com gastos ainda fracos.
- O endividamento das famílias está aumentando rapidamente, e o ritmo é mais acentuado entre os jovens de 18 a 24 anos.
- A taxa de desemprego entre os jovens de 18 a 24 anos está no nível mais alto desde 2020; especialistas contestam o impacto do salário mínimo nesse grupo.
- Os números oficiais sobre emprego e salários devem confirmar desemprego em 5,1% e ganho médio de 4,2% no último trimestre de 2025, com queda do interesse em grandes compras.
O humor dos lares britânicos em relação às finanças está pessimista, com gastos ainda fracos e dívidas em alta. A leitura aponta para o menor nível de confiança do consumidor em dois anos, segundo pesquisa da S&P Global.
O índice de sentimento do consumidor britânico ficou em 44,8 pontos em fevereiro, abaixo do ideal acima de 50 para melhoria. Em janeiro, o índice era 44,6, ainda entre os mais baixos dos últimos 24 meses.
A pesquisa avalia a confiança dos domicílios e a disponibilidade de crédito, e aponta que o pessimismo vai além do tempo ruim. A chuva continua a influenciar o humor, mas não explica por completo o quadro.
De acordo com a S&P, as famílias enfrentam aumento de endividamento, com o maior ritmo de crescimento desde julho. Todos os grupos etários registraram alta, exceto os jovens de 18 a 34 anos.
Entre os jovens, a alta nos empréstimos coincide com o desemprego entre 18 a 24 anos, que alcançou o nível mais alto desde 2020, segundo dados oficiais. Para especialistas, a pressão salarial pode contribuir para o cenário.
Na prática, as famílias têm menos dinheiro disponível e esperam pioras nos próximos 12 meses. As economias reservadas caíram em todas as regiões do Reino Unido, com quedas mais acentuadas no East Midlands, Norte da Irlanda e Yorkshire.
A pesquisa aponta ainda que o apetite por grandes compras caiu a 10 meses, reflexo direto da incerteza sobre o desempenho financeiro futuro. O resultado aponta risco potencial de consumo e crescimento econômico mais lento no primeiro trimestre.
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