- Geely e BYD impulsionam carros elétricos chineses na Argentina, com Milei abrindo cotas de importação sem tarifas para o segmento.
- O país começou a ganhar fôlego no segundo semestre de 2025, ainda atrás de Brasil, México e Colômbia no ranking regional.
- Em 2025, a América Latina totalizou 632.992 veículos elétricos vendidos; o Brasil liderou com 278.462, seguido por México e Colômbia.
- Desafios incluem infraestrutura de recarga ainda incipiente; a Geely firmou acordo com a ChargeBox para recarga rápida.
- O crescimento depende da continuidade das políticas de importação; há expectativa de expansão tanto em capitais quanto no interior do país.
A Argentina avança no mercado de veículos elétricos com apoio de governos e fabricantes chineses. A iniciativa de Milei de permitir cotas de importação sem tarifas para esse segmento ajudou a impulsionar a presença de geely e BYD no país, ampliando expectativas para 2026.
A Geely, importante player no setor de novas energias na China, mostrou interesse em expandir suas operações na Argentina. A empresa lançou seu primeiro carro 100% elétrico no país no fim de 2024 e visa crescer significativamente em 2026, conforme avaliação de representantes locais.
A BYD já se beneficia do regime de importação facilitada, fortalecendo sua posição no mercado argentino. A empresa lidera o movimento de elétricos em várias regiões, com expectativa de manter a vantagem no curto prazo.
O marco de 2025 marca o início mais expressivo da eletrificação na Argentina, ainda distante dos primeiros lugares regionais. Dados da indústria indicam que o ritmo de adoção é mais lento frente a Brasil, México e Colômbia.
De acordo com a Associação Gremial de Concessionárias Automotivas da Colômbia, a região da América Latina vendeu 632.992 carros elétricos em 2025. O Brasil liderou o ranking com 278.462 unidades.
No entanto, a Argentina figura entre os mercados emergentes, com barreiras a superar. Especialistas apontam que o custo competitivo dos elétricos é relevante, junto à percepção de qualidade e desempenho dos modelos chineses.
Segundo Juan Azamendia, representante da Geely na Argentina, há espaço para expansão no médio prazo, dependendo da continuidade das políticas de importação. A visão é de que a eletromobilidade na Argentina é uma trajetória de longo prazo.
Desafios de infraestrutura permanecem críticos. Até o momento, poucas estações de recarga de grande escala foram instaladas no país, o que limita a escalabilidade dos modelos elétricos.
A Geely fechou acordo com a ChargeBox, referência em recarga rápida, para viabilizar pontos de carregamento. A parceria busca ampliar a rede de disponibilidade para consumidores.
A presença de compradores no interior também ganha força. Em cidades fora da Área Metropolitana de Buenos Aires, há demanda significativa por veículos elétricos, impulsionada pela economia de manutenção e pelo uso frequente do automóvel.
Relatórios setoriais destacam que a disponibilidade de infraestrutura é um fator-chave para o crescimento. Dados da Olacde indicam que Brasil tem o maior parque de estações públicas, seguido por México, Chile, Colômbia e Uruguai, refletindo o estágio desigual de desenvolvimento regional.
- Compatibilidade de custo e manutenção é citada como vantagem competitiva dos elétricos para consumidores argentinos.
- A percepção de qualidade, desempenho e design dos carros chineses também tem tido efeito positivo no mercado local.
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