- Vitalik Buterin critica o momento atual dos mercados de previsão, dizendo que estão se tornando excessivamente especulativos e podem virar apenas locais de aposta.
- Ele propõe mercados on-chain aliando modelos de linguagem (LLMs) para servir como hedge de gastos diários e risco inflacionário, com índices de preços por categoria de bens e serviços e por região.
- O modelo prevê que a assistente de IA do usuário analise hábitos de consumo e monte uma carteira de posições em mercados de previsão para cobrir despesas futuras.
- Apoiadores dizem que a tecnologia já tem valor além da especulação, oferecendo sinais que podem rivalizar com pesquisas de opinião, com exemplos de Polymarket e Kalshi.
- A oposição estatal aos mercados de previsão cresce nos EUA, com propostas de lei para restringir interações entre governo e esses mercados, e abertura de escritórios de lobby por Kalshi em Washington, D.C., para influenciar políticas federais.
Vitalik Buterin, cofundador da Ethereum, expressou preocupação com a trajetória atual dos mercados de previsão. Ele afirma que o setor está se afastando de ferramentas econômicas úteis e se voltando ao betting de curto prazo. A crítica foi feita em uma postagem recente na X.
Buterin propõe que mercados on-chain ocorram em conjunto com modelos de IA para cuidar de despesas cotidianas e risco inflacionário. Segundo ele, há uma tendência de convergência para produtos centrados em apostas rápidas e negociação especulativa.
A ideia defendida envolve transformar mercados de previsão em mecanismos de hedge. O objetivo é proteger famílias e empresas das variações de preço, com um sistema que combine mercados on-chain e grandes modelos de linguagem (LLMs).
O modelo sugerido analisaria índices de preços de bens como alimentação, moradia e transporte por região. Um assistente pessoal de IA avaliaria hábitos de consumo e montaria um portfólio de posições no mercado de previsão, ligado a despesas futuras.
A proposta busca criar uma proteção contra a inflação, mantendo investimentos tradicionais para crescimento e adicionando um conjunto de ações ligadas a despesas de vida. O objetivo é oferecer uma reserva frente a alta de preços em moedas fiduciárias.
Defensores do conceito destacam que esses mercados vão além da especulação. Eles costumam coletar expectativas sobre eventos, tendências financeiras e condições econômicas, oferecendo sinais que podem complementar pesquisas de opinião.
Mercados como Polymarket e Kalshi ganharam espaço ao oferecer leituras alternativas sobre desdobramentos políticos e econômicos. Os apoiadores veem nesses instrumentos uma fonte de inteligência descentralizada menos sujeita a narrativas centralizadas.
As críticas e a resistência estatal aumentam há meses. Em 2025, o SWC solicitou à CFTC a proibição de contratos vinculados a eventos esportivos, citando falhas em verificação de idade, jogo responsável e combate à lavagem de dinheiro.
Uma nova legislação, apoiada por mais de 30 democratas da Câmara dos EUA, busca restringir interações entre autoridades e mercados de previsão. A proposta ficou conhecida como Public Integrity in Financial Prediction Markets Act of 2026.
No mês passado, a Kalshi abriu um escritório em Washington, DC, ampliando esforços de lobby para influenciar políticas federais e estaduais. A empresa contratou o estrategista político John Bivona como responsável pelas relações governamentais federais.
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