- No quarto trimestre de 2025, a Vale registrou prejuízo líquido de US$ 3,8 bilhões, impactado por impairment de US$ 3,5 bilhões nos ativos de níquel no Canadá e baixa de US$ 2,8 bilhões em imposto diferido de subsidiárias.
- Excluindo itens não recorrentes, o lucro líquido proforma foi de US$ 1,5 bilhão, alta de 68% em relação ao mesmo período de 2024, com EBITDA ajustado de US$ 4,6 bilhões.
- A receita líquida no quarto trimestre ficou em US$ 11,06 bilhões e a produção total foi de 90,4 milhões de toneladas, variação de +6% ante o mesmo período do ano anterior.
- Em 2025, o lucro líquido da Vale foi de US$ 2,35 bilhões; o lucro líquido proforma cresceu 28%, para US$ 7,8 bilhões, e a produção de minério de ferro subiu 2,6%, para 336,1 milhões de toneladas, passando a concorrente Rio Tinto em Pilbara pela primeira vez desde 2018.
- A dívida líquida no fim do trimestre somou US$ 11,2 bilhões (+7% yoy); a dívida líquida expandida, que inclui Brumadinho, Samarco e swaps, ficou em US$ 15,6 bilhões, 5% abaixo de dezembro de 2024.
A Vale informou prejuízo líquido de US$ 3,8 bilhões no quarto trimestre de 2025, frente a uma perda de US$ 694 milhões no mesmo período de 2024. O resultado foi puxado por baixas contábeis, ainda que as vendas de minério de ferro e cobre tenham apresentado bom desempenho.
Segundo a empresa, o trimestre foi impactado por impairments de US$ 3,5 bilhões nos ativos de níquel da Vale Base Metals no Canadá, após revisão das premissas de preço de longo prazo do metal. Também houve baixa de US$ 2,8 bilhões em imposto diferido de subsidiárias.
Ao excluir itens não recorrentes, o lucro líquido proforma ficou em US$ 1,5 bilhão no quarto trimestre, alta de 68% frente ao mesmo período de 2024. O resultado foi impulsionado pelo EBITDA proforma e pela valorização de swaps cambiais.
O desempenho operacional ajudou o EBITDA ajustado, que somou US$ 4,6 bilhões no trimestre, contra US$ 3,8 bilhões em 2024. A Vale destacou maiores volumes de venda e bons preços de cobre e minério de ferro, além de receitas de subprodutos e melhorias operacionais.
A receita líquida de vendas do trimestre atingiu US$ 11,06 bilhões, com alta de 9% ante o período de 2024. A produção somou 90,4 milhões de toneladas, aumento de 6%, puxada pela mina Brucutu e pelo ramp-up de Capanema e VGR1.
Dívida líquida ao fim de 2025 ficou em US$ 11,2 bilhões, expansão de 7% em relação ao fim de 2024. A dívida líquida expandida, incluindo Brumadinho, Samarco e swaps cambiais, ficou em US$ 15,6 bilhões, uma redução de 5% frente dezembro de 2024.
Desempenho anual
No ano de 2025, a Vale registrou lucro líquido de US$ 2,35 bilhões, menor que 2024. O lucro líquido proforma ficou em US$ 7,8 bilhões, com alta de 28%. A produção de minério de ferro atingiu 336,1 milhões de toneladas, acima da Rio Tinto no Pilbara pela primeira vez desde 2018.
A empresa atribuiu o desempenho a maior confiabilidade dos ativos e ao ramp-up de projetos-chave, como Capanema, Vargem Grande, VBME e Onça Puma. A direção reforçou que as entregas mantiveram o guidance para o ano.
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