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UE avalia abordagem de dois caminhos para romper impasse na reforma econômica

UE estabelece prazo até junho para avançar na União dos Mercados de Capitais; sem progresso, grupo de nove membros pode seguir com cooperação ampliada

Informal European Union leaders retreat at Alden Biesen castle
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  • Até junho, a União Europeia precisa avançar na união de mercados financeiros para aumentar a competitividade frente aos Estados Unidos e à China.
  • Macron e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, disseram que, sem progresso, um grupo de ao menos nove membros pode seguir com cooperação aprimorada (enhanced cooperation).
  • Os seis líderes econômicos que participaram das conversas anteriores — França, Alemanha, Itália, Espanha, Polônia e Países Baixos — deverão liderar possíveis avanços.
  • A ideia é destravar a tomada de decisões e permitir investimentos em escala compatível com o mercado americano, mesmo diante de divergências nacionais.
  • Dados indicaram retração do excedente comercial da UE em dezembro, com tarifas dos EUA pesando sobre as exportações e aumento das importações da China.

O bloco econômico enfrenta um impasse na reforma do mercado de capitais. Em Bruxelas, o presidente francês Emmanuel Macron e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, deram aos 27 membros um prazo até junho para avançar na União dos Mercados de Capitais (CMU). A ideia é reduzir as diferenças entre os estados e destravar investimentos em escala para competir com EUA e China.

Caso não haja progresso, um grupo menor, de pelo menos nove membros, pode seguir adiante por meio de “cooperação reforçada” com as reformas necessárias. A estratégia visa evitar que a decisão seja travada pela unanimidade entre todos os 27 países, segundo Macron e von der Leyen.

A proposta surge após debates na cúpula informal na Bélgica, que também apontou a necessidade de acelerar reformas para manter a competitividade europeia diante de pressões externas. O esforço visa permitir maior investimento interno e elevar o desempenho econômico, mesmo em meio a divergências entre países.

Europa de duas velocidades já existe

Alguns países não convidados para o grupo inicial de seis grandes economias expressaram preocupação com a separação funcional. Diplomatas citados indicam que a via de cooperação reforçada pode acelerar reformas, mas gera dúvidas sobre a unidade europeia.

Dados divulgados na sexta-feira mostraram que o excedente comercial da UE diminuiu em dezembro, com tarifas pesando sobre exportações para os EUA e a entrada de produtos chineses aumentando a concorrência interna. O enfraquecimento do saldo comercial é visto como sinal de vulnerabilidade.

Fontes próximas aos debates destacam que o objetivo é avançar ao menos com os 27, mantendo a possibilidade de avanços mais rápidos para blocos menores. Observadores ressaltam que grandes projetos, como a zona única de patentes e o espaço Schengen, já operam com formatos de cooperação entre grupos.

Karel Lannoo, CEO do Centre for European Policy Studies, pediu que a UE tente progredir como bloco único e não seja movida apenas por alianças entre poucos. A ideia é enfrentar as pressões externas sem perder o senso de unidade.

Outros analistas ponderam que o papel de coalizões de países dispostos a avançar não resolve todos os entraves. Ainda assim, há consenso de que as negociações devem priorizar metas verificáveis e implementação firme para evitar descontinuidade econômica.

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