- Dilvo Grolli, presidente da Coopavel, acredita que a cooperativa pode dobrar o faturamento de US$ 6,3 bilhões para cerca de US$ 13 bilhões em quatro anos, com foco em produtividade, verticalização e disciplina financeira.
- Em 2025, a Coopavel mostrou alta de 19% e projeta crescimento entre 15% e 20% para 2026, mantendo a meta de chegar a 2030 com o faturamento duplicado.
- A estratégia envolve transformar grãos em proteína animal, aumentando a cadeia de valor e investindo em infraestrutura e inovação, com exemplo de tilápias já no processo de abate.
- A companhia investiu R$ 477 milhões, principalmente com recursos próprios, para entrar em uma nova proteína, mantendo 8.213 produtores e operações em 30 filiais no Paraná, com exportação para 40 países.
- A Show Rural Coopavel, que encerrou nesta sexta-feira, reuniu 420 mil visitantes, 600 expositores e estimou R$ 7 bilhões em negócios, fortalecendo o papel da cooperativa no cenário agroindustrial.
A Coopavel, uma das maiores cooperativas agrícolas do Brasil, planeja dobrar seu faturamento em quatro anos, saindo de aproximadamente US$ 6,3 bilhões para cerca de US$ 13 bilhões. O anúncio é feito pelo presidente do Conselho de Administração, Dilvo Grolli, aos 72 anos.
A meta envolve elevar a produtividade, ampliar a verticalização e manter disciplina financeira. Grolli aponta crescimento de 19% em 2025 e entre 15% e 20% em 2026, mantendo a estratégia para 2030 de ampliar a geração de valor.
A Coopavel é sediada em Cascavel (PR), com atuação em grãos, proteína animal e cooperativismo. Hoje possui 8.213 produtores, 7,7 mil empregados e filiais em cerca de 30 locais no Paraná, com exportação para 40 países.
A cooperativa registrou em 2025 desempenho relevante: recebimento de 1,2 milhão de toneladas de grãos, abate de 66,2 milhões de aves e 647,7 mil suínos, mais 622,5 mil toneladas de ração e quase 200 mil toneladas de fertilizantes.
A estratégia de longo prazo passa pela verticalização para capturar valor ao longo da cadeia. Um exemplo citado é a transformação de grãos em proteína animal, que ele afirma elevar o retorno econômico por tonelada.
Investimentos para ampliação de proteína somam cerca de R$ 477 milhões, com 90% de recursos próprios. Em 2024 iniciaram obras de infraestrutura e o primeiro envio de tilápias para abate ocorreu no ano anterior.
O ambiente financeiro atual, com Selic em 15%, eleva o custo do capital. A cooperativa aposta na redução de juros via planejamento com recursos próprios para manter margem e caixa, aguardando queda para ~12% até o fim de 2026.
Grolli ressalta que o crescimento da base de cooperados deve permanecer estável, com o foco na sucessão familiar para ampliar produtividade. A agenda inclui avanços tecnológicos para soja, milho e trigo, mantendo o Paraná como eixo central.
Além do mercado interno, o dirigente cita o papel do agronegócio na balança comercial do Brasil, que exportou cerca de US$ 170 bilhões em 2025. Em meio a riscos geopolíticos, a Coopavel aposta em negociação técnica e política para enfrentar protecionismo.
Entre os desafios que observa, o presidente destaca logística, custos de combustível e tributação. No âmbito sanitário, menciona a influenza aviária, que chegou ao Brasil em 2025, aprendizados que guiaram a gestão da cooperativa.
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