- A inflação dos EUA ficou em 2,4% em janeiro, após oscilações provocadas pelas tarifas de Donald Trump no ano passado.
- O CPI (índice de preços ao consumo) subiu 0,2% de dezembro para janeiro; o núcleo do CPI, que exclui alimentos e energia, avançou 0,3%.
- Economistas esperavam leve recuo, apontando inflação anual em 2,5%; o mercado acompanha se a Federal Reserve fará novo corte de juros em breve.
- O Fed manteve as taxas no mês anterior; o chairman Jerome Powell afirmou que as tarifas devem gerar aumento de preços temporário até que atinjam um novo patamar.
- Pesquisas indicam queda na aprovação de Trump em relação à economia; o governo tem adotado medidas para conter preços, incluindo habitação, dívida com cartão de crédito e preços de medicamentos.
A inflação dos EUA recuou para 2,4% em janeiro, após oscilações provocadas pelas tarifas aplicadas pelo ex-presidente Donald Trump no ano anterior. O índice de preço ao consumidor (CPI) subiu 0,2% de dezembro para janeiro, enquanto o núcleo (exclui alimentos e energia) avançou 0,3%.
Especialistas previam leve desaceleração, com a inflação anual na casa de 2,5%. O movimento ocorre em meio a pesquisas que mostram decréscimo do apoio de eleitores ao desempenho econômico de Trump, influenciando o tom sobre política monetária.
Inflação, tarifas e atuação do Fed
O mercado acompanha o relatório para entender o possível efeito na próxima decisão de juros. O Federal Reserve manteve a taxa inalterada em janeiro e não confirmou direção antes da próxima reunião em março. Powell indicou que as tarifas continuam a repercutir na economia, com efeito de curto prazo previsto.
Powell afirmou que os impactos devem soar como alta pontual de preços, seguido pela normalização ao longo do ano. O mercado de trabalho mostrou sinais de firmeza em janeiro, com criação de empregos revisada para baixo em 2025, mas ainda robusta para o período observado.
Perspectivas eleitorais e medidas públicas
Os números de emprego de 2025 foram revisados, reforçando dúvidas sobre o impacto econômico da agenda de Trump. Pesquisas divulgadas em fevereiro apontam queda de aprovação do presidente em relação à gestão da economia, permitindo que adversários enfatizem custos de vida e tarifas.
No âmbito público, o governo tem apresentado medidas de affordability, incluindo propostas para preços habitacionais, dívidas de cartão de crédito e medicamentos, como resposta às preocupações com o custo de vida.
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