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Do status ao bem-estar: a casa ideal dos americanos mudou em 20 anos

Zillow aponta que, em vinte anos, o lar ideal deixou o tamanho extravagante de lado, favorecendo eficiência, privacidade e personalização

As antigas McMansions (esq.), casas gigantescas, beges e projetadas primordialmente para ostentar status social deram espaço para nova estrutura
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  • Estudo da Zillow, com milhões de anúncios, aponta que o lar ideal dos americanos mudou: de casas gigantes para modelos mais funcionais, que priorizam bem‑estar e conexão pessoal, com metragem menor.
  • Desde 2018, o tamanho dos lotes diminuiu e há mais menções a cantinhos de leitura, indicando demanda por espaços privados e usos flexíveis.
  • A pressão econômica aumenta a busca por eficiência e custos menores de manutenção, aquecimento e seguro; anúncios passaram a destacar consumo energético zero, baterias residenciais e carregamento de veículos elétricos.
  • Houve transformação nas cores e nos itens de lazer: o bege neutro cede espaço a tons mais saturados; quadras, simuladores de golfe e spas ganharam destaque.
  • As mudanças refletem o que compradores desejam e o que proprietários estão instalando, com foco na utilidade prática, em vez de ostentação.

O estudo da Zillow mostra que o lar ideal dos americanos mudou nos últimos 20 anos. Casarões gigantes, populares em 2006, deram lugar a imóveis mais funcionais, com foco no bem-estar e em espaços que cabem em lotes menores. A pesquisa analisou milhões de anúncios para identificar padrões.

A principal conclusão é que quanto maior, melhor já não determina mais o encanto. As casas anteriores tinham halls imponentes, arcos, colunas e salas formais. Hoje, a prioridade é utilidade, conforto diário e conectividade entre áreas, com destaque para espaços mais reservados.

Desde 2018, o tamanho dos lotes caiu significativamente. Cantinhos de leitura aparecem com maior frequência em anúncios, sinalizando desejo por privacidade e ambientes definidos, mesmo em espaços menores.

As pressões econômicas ajudam a explicar a mudança. Custos operacionais menores, eficiência energética e manutenção simples passam a importar tanto quanto o valor estético. Na prática, imóveis mais ágeis e econômicos ganham espaço.

Além disso, a paleta de cores mudou. O bege neutro cede espaço a tons mais saturados, e itens de lazer passaram a ter peso relevante. Quadras de pickleball, simuladores de golfe e spas ganham visibilidade nos anúncios.

Em termos de eficiência, a demanda por energia zero aumentou 70%, enquanto baterias residenciais cresceram 40% e pontos de carregamento para EV subiram 25%. Essas opções já aparecem como diferenciais de mercado.

Amanda Pendleton, especialista da Zillow, explica que a reforma não é apenas estética, mas cultural. Ela afirma que o lar atual funciona como santuário, alinhado a rotinas reais, trabalho remoto e saúde mental.

Segundo o estudo, o nível de detalhamento nos anúncios reflete o que compradores desejam e o que proprietários efetivamente instalam. As descrições citam características que já estão presentes, não apenas as que poderiam atrair interessados.

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