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Dívida da Novonor, não da Braskem, afeta inadimplência do BB no 4º trimestre

Dívida da Novonor, garantida por ações da Braskem, motivou inadimplência do Banco do Brasil no 4º trimestre; regularizada em janeiro de 2026 e cedida ao IG4

Agência do Banco do Brasil: banco divulgou uma inadimplência acima de 90 dias de 5,17% nos últimos três meses de 2025
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  • A inadimplência do Banco do Brasil no quarto trimestre de 2025 esteve ligada a uma dívida da Novonor (ex-Odebrecht), garantida por ações da Braskem, que ficou inadimplente durante as negociações.
  • A dívida foi regularizada pela Novonor em janeiro de 2026 e atualmente está cedida ao fundo IG4, que aguarda autorizações para tomar posse das ações da Braskem.
  • A Novonor, em recuperação judicial, deixou o controle da Braskem em dezembro e passou a deter 4% da petroquímica; o restante foi transferido ao IG4.
  • O BB informou que não pode comentar sobre a empresa por sigilo, enquanto a Braskem afirmou não ter dívidas relevantes com o BB em 2025 e que está em dia com as obrigações.
  • O balanço anterior do BB mostrou inadimplência acima de 90 dias de 5,17% nos últimos três meses de 2025, impactando uma carteira de R$ 3,6 bilhões; sem esse caso, o índice seria de 4,88%.

O caso que influenciou a inadimplência do Banco do Brasil no quarto trimestre de 2025 envolveu a Novonor, ex-Odebrecht, segundo informações de uma fonte com conhecimento do assunto. A dívida era garantida por ações da Braskem e entrou em default durante as negociações entre as partes.

O BB informou, na véspera, inadimplência acima de 90 dias de 5,17% nos últimos três meses de 2025, citando um caso específico da carteira de uma empresa do segmento Atacado, que representou 3,6 bilhões de reais. Excluindo esse caso, a taxa seria de 4,88%.

A dívida foi regularizada pela Novonor em janeiro de 2026 e cedida aos credores ao fundo IG4, que busca autorizações para tomar posse das ações da Braskem. A Novonor, em recuperação judicial, deixou o controle da Braskem em dezembro e passou a deter 4% da petroquímica, com o restante para o IG4.

O IG4 passou a deter 50,1% do capital votante e 34,3% do capital total da Braskem, assumindo R$ 20 bilhões em dívidas garantidas por ações da Braskem. Antes da operação, a Novonor possuía dívidas com o BB e com mais quatro bancos.

Quando a dívida com o BB não foi paga no ano passado, a provisão do banco ficou ligada ao crédito originário da Novonor, ainda que a transferência de ações tenha levado o IG4 a assumir a posição econômica. Procurado pela Reuters, o BB não informou sobre a empresa por sigilo.

Nesta quinta-feira, a Braskem afirmou não possuir dívidas relevantes com o BB em 2025 e estar em dia com as obrigações, após reportagens sugerirem impacto da dívida na inadimplência do banco público.

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