- Agricultores gregos levaram dezenas de tratores ao centro de Atenas para protestar contra o aumento dos custos de produção e a competição externa.
- Os manifestantes afirmam que as medidas anunciadas pelo governo até agora não são suficientes para manter as fazendas em funcionamento.
- No mês passado, ocorreram bloqueios nacionais em protesto pelo atraso no pagamento de ajuda agrícola; o governo diz ter adiantado grande parte dos pagamentos devidos.
- Líderes sindicais reclamam que muitos produtores ainda não receberam a compensação integral de safras anteriores, com demandas por preços mínimos garantidos e investimentos em irrigação e infraestrutura.
- O setor enfrenta ainda surtos de noz goat e ovelha desde 2024, com centenas de milhares de animais abatidos; autoridades veterinárias realizaram desinfeção em tratores a caminho de Atenas.
Oito dezenas de tratores avançaram em direção ao centro de Atenas nesta sexta-feira, em protesto de agricultores gregos contra o aumento dos custos de produção e a competição externa. A passagem dos veículos até o Parlamento ocorreu sob aplausos de moradores.
Os agricultores afirmam que as medidas oferecidas pelo governo até o momento não são suficientes para manter as fazendas de pé. Eles planejam pernoitar no entorno do edifício para manter o protesto.
Pelo menos um agricultor da região de Komotini, no norte, indicou que há risco de não haver dinheiro para plantar a safra deste ano, dada a elevação dos insumos. O movimento ocorre após semanas de bloqueios nacionais.
Contexto e reivindicações dos ruralistas
Profissionais do setor apontam que o atraso no pagamento de auxílios no ano anterior ainda não foi totalmente compensado, segundo lideranças sindicais de Larissa. Além disso, defendem preços mínimos garantidos e investimentos em irrigação e infraestrutura para evitar enchentes.
O setor também enfrenta uma crise sanitária com surtos de peste em ovelhas e cabras, levando à necessidade de abates massivos desde 2024. Equipes veterinárias realizam desinfecção de veículos antes da chegada a Atenas.
Autoridades apontam que parte dos pagamentos atrasados já foi liberada e citam medidas como combustível mais barato e cobertura de perdas futuras. Os protestos, no entanto, continuam, segundo representantes dos agricultores.
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