- Ações da L’Oréal caíram cerca de 6% na sexta-feira, apontando para o pior dia desde outubro.
- O quarto trimestre apresentou alta de 6% nas vendas, com receita de 11,3 bilhões de euros, ficando abaixo das expectativas de alguns analistas.
- O impulso na Ásia estagnou, devido ao fraco desempenho do varejo de viagem e à desaceleração na Coreia do Sul e na China continental.
- O diretor financeiro, Christophe Babule, disse que o norte da Ásia ficou aquém do esperado, mesmo com notícias positivas da China.
- Analistas de bancos como JP Morgan e Deutsche Bank mantém cautela sobre 2026, apontando demanda europeia fraca e possível desaceleração de lucros.
As ações da L’Oréal caíram cerca de 6% nesta sexta-feira, em sessão marcada por resultados abaixo do esperado e por desaceleração na Ásia. A reação evidencia dúvidas sobre o desempenho da gigante francesa de cosméticos no curto prazo.
A L’Oréal reportou receita trimestral de 11,3 bilhões de euros, alta de 6%. O setor de norte da Ásia trouxe surpresa negativa, com o varejo de viagem desafiando o crescimento. A empresa citou menor dinamismo na Coreia do Sul e mudanças nas operadoras aeroportuárias na China.
O desempenho do quarto trimestre trouxe alertas para 2026. Analistas do JP Morgan destacaram que a recuperação de receitas pode enfrentar dificuldade, ainda que Europa e mercados emergentes tenham ajudado no trimestre. A validação do guidance permanece cautelosa.
Desempenho por região
Dados apontam que a China mostrou melhora na demanda por marcas de luxo no terceiro trimestre, mas o norte da Ásia não sustentou o ritmo. A empresa informou que o enfraquecimento no varejo de viagem pesou sobre o resultado.
Perspectivas para o mercado de luxo
No radar, o mercado de luxo enfrenta volatilidade, tensões geopolíticas e confiança frágil, freando gastos em 2025. A Bain & Company aponta crescimento próximo de zero e projeta recuperação entre 3% e 5% em 2026.
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