- Banco do Brasil registrou lucro líquido ajustado de R$ 5,7 bilhões no quarto trimestre de 2025, queda de 40,1% em relação ao mesmo período de 2024, mas alta de 51,7% ante o terceiro trimestre.
- O resultado do ano foi de lucro líquido de R$ 20,7 bilhões, dentro da faixa de R$ 18 bilhões a R$ 21 bilhões projetada, com queda de 45,4% frente a 2024.
- A instituição manteve projeções para 2026 entre R$ 22 bilhões e R$ 26 bilhões de lucro líquido ajustado; crescimento esperado na carteira de crédito entre 0,5% e 4,5%, com forte avanço na pessoa física (6% a 10%).
- A inadimplência acima de 90 dias fechou dezembro em 5,17%, com destaque para um caso específico na carteira TVM do Atacado; na pessoa física, inadimplência chegou a 6,56%.
- O banco anunciou distribuição de R$ 1,2 bilhão em remuneração aos acionistas via juros sobre capital próprio (JCP) complementar.
O Banco do Brasil registrou lucro líquido ajustado de R$ 5,7 bilhões no quarto trimestre de 2025, queda de 40,1% ante o mesmo período de 2024, mas alta de 51,7% em relação ao terceiro trimestre. Os resultados ficaram acima das expectativas de mercado, que projetavam em média R$ 4,5 bilhões.
A instituição também divulgou projeções para 2026, com lucro líquido ajustado entre R$ 22 bilhões e R$ 26 bilhões. Em 2025, o lucro ficou em R$ 20,7 bilhões, dentro do intervalo de R$ 18 bilhões a R$ 21 bilhões, porém 45,4% abaixo de 2024.
Tarciana Medeiros, presidente-executiva, afirmou que 2025 foi de ajustes, impactado pela inadimplência de parte da carteira do agronegócio e por novas regras contábeis que elevaram provisões para perdas.
Piora na inadimplência
No fim de 2025, a carteira de crédito expandida somava quase R$ 1,3 trilhão, com alta de 1,4% no trimestre e 2,5% ano a ano. O custo do crédito ficou estável perto de R$ 18 bilhões, 93,9% superior na base anual.
A inadimplência acima de 90 dias chegou a 5,17%, ante 4,51% no terceiro trimestre e 3,16% um ano antes, impactada por um caso específico na TVM de uma empresa do segmento Atacado. Excluindo o caso, o indicador seria 4,88%.
Entre pessoas físicas, a carteira cresceu 1,8% no trimestre e 7,6% no ano, com inadimplência de 6,56%. Já a inadimplência de pessoa jurídica ficou estável, em 3,75%. O agronegócio apresentou alta de 1,8% na base trimestral e 2,1% no ano, com inadimplência de 6,09%.
Retorno de dois dígitos
O BB registrou retorno sobre patrimônio líquido (ROE) de 12,4% no quarto trimestre, acima de 8,4% no trimestre anterior, porém abaixo de 20,8% de 2024. O desempenho ficou atrás de Itaú Unibanco, Santander Brasil e Bradesco no mesmo período.
A margem financeira bruta somou R$ 27,8 bilhões, alta de 3,8% ante 2024, enquanto receitas de serviços caíram 3,9% e despesas cresceram 4,1%. O índice de eficiência ficou em 27,7%, frente 25,6% há um ano.
O banco anunciou ainda a distribuição de R$ 1,2 bilhão em remuneração aos acionistas via juros sobre capital próprio complementar.
Entre na conversa da comunidade