- O Ibovespa fechou em queda de 1,02%, aos 187.766,42 pontos, com desempenho puxado pela realização de lucros em Petrobras e Itaú; o volume financeiro somou 39,2 bilhões de reais.
- Petrobras teve queda, com Petrobras PN recuando 2,55% e Petrobras ON caindo 3,09%, em meio à queda dos preços do petróleo no exterior.
- Banco do Brasil subiu 4,5% em pregão volátil, após divulgação de lucro acima do esperado no quarto trimestre, mas com piora na inadimplência; a instituição citou aporte de cerca de 5 bilhões de reais ao FGC.
- Itaú Unibanco caiu 2,29% após alcançar máximas históricas na véspera, enquanto Santander Brasil, Bradesco e BTG Pactual registraram quedas no dia.
- Ambev avançou 4,76% após balanço do quarto trimestre, com EBITDA ajustado de 8,85 bilhões de reais e melhoria marginal da margem; Assaí subiu 5,09% após divulgação de lucro e novos planos de abertura de lojas.
O Ibovespa fechou em queda nesta quinta-feira, 12, pressionado pela realização de lucros em Petrobras e Itaú Unibanco. Assaí, Ambev e Banco do Brasil tiveram atuação firme, refletindo resultados do último trimestre. O recuo ocorreu mesmo com a realização de parte das altas recentes do índice.
O índice caiu 1,02%, a 187.766,42 pontos. A máxima do dia ficou em 189.989,97 pontos e a mínima em 186.959,07. O volume financeiro somou 39,2 bilhões de reais, segundo dados da bolsa. Na véspera, o Ibovespa havia alcançado o 11º recorde nominal de 2026, acima de 190 mil pontos.
Wall Street confirmou a queda local, com o S&P 500 recuando 1,57% e puxando o humor dos mercados emergentes. O desempenho americano também foi influenciado por sinais de menor possibilidade de corte de juros, diante de dados de emprego.
Petrobras recuou, com queda de 2,55% nos papéis PN e 3,09% nos ON, ante a queda dos preços do petróleo no exterior. A estatal informou que não exercerá direitos de preferência na potencial venda de ações da Braskem pela Novonor.
Banco do Brasil teve alta de 4,5% em sessão volátil, com o M. a máxima de quase 8% e mínimo de queda de 1,5%. O banco divulgou lucro acima do esperado para o quarto trimestre, mas houve piora na inadimplência. Previu, ainda, que o atraso da carteira agro deve melhorar apenas no segundo semestre e confirmou aporte de cerca de 5 bilhões de reais para antecipar contribuição ao FGC.
Itaú Unibanco caiu 2,29% após ter registrado máximas históricas na véspera. O banco mostrou lucro sólido no quarto trimestre, mas houve ajuste nos papéis, com o índice de ações do setor em queda frente a avanços anteriores.
Vale registrou queda de 0,95% antes de divulgar balanço trimestral. O setor de mineração entrou em território negativo, com CSN ON caindo 9,56%, CSN Mineração 5,44% e Usiminas 4,44%. Gerdau fechou em baixa de 2,03%.
Raízen caiu 12,99%, próximo a mínimas históricas, antes da divulgação do balanço do quarto trimestre. A empresa chegou a atingir preço mínimo de 0,63 reais durante a sessão.
Braskem PNA desvalorizou 11,27% após alta recente, ampliando a correção. A Petrobras informou que não exercerá direitos de preferência nem tag along na potencial venda de ações da Braskem pela Novonor ao fundo Shine.
Ambev avançou 4,76%, em meio a resultados do quarto trimestre. O EBITDA ajustado chegou a 8,85 bilhões de reais, com margem estável e receita líquida de 24,81 bilhões, acima das expectativas. O CEO afirmou que a expansão de margem continua entre os objetivos.
Assaí ON subiu 5,09% após divulgar lucro líquido ajustado de 347 milhões, com queda year-on-year. A varejista reduziu a previsão de aberturas para cinco lojas e confirmou foco na redução de alavancagem. A plataforma Mercado Livre anunciou venda de produtos Assaí a partir de março.
Totvs ON recuou 3,05% após balanço do quarto trimestre de 2025, com EBITDA de 409 milhões de reais, abaixo do esperado. A empresa planeja aumentar investimentos em IA, com capex de desenvolvimento de software estimado em 600 milhões de reais no período, e anunciou programa de recompra de ações.
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