- O PIB do Reino Unido cresceu 0,1% no quarto trimestre de 2025, segundo a ONS, após 0,1% no trimestre anterior.
- Em 2025, o PIB avançou 1,3%, frente a 1,1% em 2024; houve expansão mensal de 0,1% em dezembro, ante 0,2% em novembro.
- O crescimento ocorreu apesar de pesquisas mostrarem esfriamento da atividade, com famílias reduzindo gasto e empresas adiando investimentos por conta da discussão sobre o orçamento de Rachel Reeves.
- Economistas estavam esperando alta de 0,2% no quarto trimestre; o resultado ficou aquém da expectativa.
- O timing aponta para espaço para política monetária mais flexível no futuro, com previsões de redução de juros conforme a inflação cai, e o Orçamento Britânico prevê crescimento de cerca de 1,5% em 2025 e 2026.
O Produto Interno Bruto do Reino Unido cresceu 0,1% nos três últimos meses de 2025, conforme dados oficiais. O desempenho ocorreu apesar da especulação sobre o orçamento de Rachel Reeves, que apontou para possíveis aumentos de impostos que teriam freado o gasto.
De acordo com a Office for National Statistics, o crescimento no quarto trimestre ficou abaixo das expectativas dos economistas, que previam alta de 0,2%. No acumulado de 2025, a economia avançou 1,3%, ante 1,1% em 2024.
O Bimestre anterior mostrou avanço mensal de 0,1% em dezembro, desacelerando frente a 0,2% de novembro. O recuo ocorreu em meio a pesquisas de consumo e empresarial que indicavam menor atividade antes do anúncio orçamentário.
Desempenho ao longo de 2025 e perspectivas
A economia britânica registrou, no primeiro semestre de 2025, crescimentos de 0,7% e 0,3% nos respectivos trimestres. Em seguida, houve impacto na produção automotiva devido a um ataque cibernético à Jaguar Land Rover, contribuindo para o fraco desempenho no terceiro trimestre.
O Governo também conta com projeções de institutos independentes: o OBR prevê crescimento de 1,5% em 2025 e 1,4% em 2026. O orçamento de Reeves é visto como fator que pode sustentar a trajetória, com inflação associada a medidas de custo de vida. O Banco da Inglaterra manteve a taxa em 3,75%, sinalizando cortes futuros caso a inflação siga recuando.
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