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BB projeta freio de crédito agrícola visando maior rentabilidade em 2026

BB reduz crédito ao agro em 2026 para elevar retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) a 14%–16%, visando menor inadimplência

Tarciana Medeiros, CEO do BB | Executiva definiu o ano de 2025 como o mais desafiador entre os seus 26 de carreira na instituição
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  • O Banco do Brasil vai frear crédito para o agronegócio em 2026, com crescimento zero na carteira do setor no ponto médio da projeção.
  • O ROE deverá ficar na faixa intermediária de 14% a 16% em 2026, antes de tentar retornar ao patamar de 20%.
  • Em 2025, o lucro líquido foi de R$ 20,68 bilhões, queda de 45,4% em relação a 2024; o ROAE ficou em 11,4%.
  • A Medida Provisória 1.314 autorizou uma linha de R$ 12 bilhões para renegociação de dívidas de produtores, ajudando a reduzir inadimplência.
  • O BB aposta no crescimento da pessoa física (previsão de 6% a 10% para 2026), com foco em crédito consignado, alta renda e expansão de atuação nesse segmento.

O Banco do Brasil reduziu o apetite de crédito no agronegócio para 2026, com projeção de crescimento zero na carteira do setor, na faixa central do guidance (-2% a +2%). A medida visa melhorar rentabilidade e foco em outras linhas.

A CEO Tarciana Medeiros reconheceu 2025 como o ano mais desafiador de sua carreira, citando inadimplência elevada no agronegócio como principal entrave aos resultados do banco. Em 2025, o BB registrou lucro líquido de R$ 20,68 bilhões, queda de 45,4% frente a 2024.

O BB permanece como maior financiador do agro no Brasil, com cerca de um terço de sua carteira de crédito, equivalente a R$ 406 bilhões. Para 2026, a instituição espera manter a carteira do agronegócio estável, mantendo o guidance no centro de faixa próximo de zero.

A partir do quarto trimestre, o BB voltou a mirar uma ROE de dois dígitos e planeja alcançar a faixa intermediária de 14% a 16% antes de tentar retornar aos 20% que já foram padrão. A meta depende da recuperação do setor rural.

A diretoria acredita que a MP 1.314, que abriu linha de crédito de até R$ 12 bilhões para renegociação de dívidas rurais, ajudará a reduzir inadimplência e arrefecer volumes problemáticos. O benefício depende da evolução macro.

No front de clientes, o BB busca diversificar além do agronegócio. A carteira de pessoas físicas deve crescer entre 6% e 10% em 2026, com foco em crédito consignado, imóveis e alta renda, mantendo controle de inadimplência.

O banco sinalizou ainda avanços estratégicos, como a retomada de crescimento na base de clientes de alta renda e abertura de uma sala VIP em Guarulhos para esse segmento, alinhando-se a práticas de concorrentes.

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