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Trabalhadores de tecnologia pressionam empresas sobre ICE

Silêncio de CEOs sobre ICE alimenta clima de medo na tecnologia, com pressão para não questionar ações das empresas.

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Image: Cath Virginia / The Verge, Getty Images
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  • Trabalhadores da indústria tech relatam uma “cultura de medo” e silêncio estratégico de CEOs frente às ações do ICE, gerando apreensão sobre o futuro da área.
  • Empresas como Google, Microsoft, Apple, Amazon e OpenAI não fizeram declarações públicas, apesar de protestos e mortes associadas a ações do ICE nos EUA.
  • Memos internos teriam sido enviados por Tim Cook e Sam Altman, enquanto Anthropic divulgou reação pública sobre a violência em Minnesota; há cobrança por respostas mais claras aos funcionários.
  • Pesquisadores, funcionários da YouTube e de outras empresas relatam falta de reconhecimento em reuniões gerais e comunicações internas, com mensagens voltadas principalmente para prioridades de IA ou contratos com o governo.
  • Petições internas ganham força, incluindo pedidos para chamar a atenção da liderança, realizar sessões de perguntas e respostas com trabalhadores e exigir o afastamento de contratos com o ICE, com milhares de signatários.

O que acontece: trabalhadores de tecnologia relatam uma cultura de medo e silêncio dentro de grandes empresas diante da ofensiva de imigração dos Estados Unidos, com ações da DHS e violência de agentes federais. Relatos apontam um ambiente em que perguntas sobre postura política são desencorajadas.

Quem está envolvido: funcionários de empresas como Microsoft, Google, YouTube, Abbott, CLEAR, entre outras, que relatam pressão para não questionar a posição corporativa. Executivos como Tim Cook e Sam Altman teriam enviado memos internos; outras lideranças permanecem em silêncio público.

Quando ocorreu: o tema ganhou força após incidentes recentes envolvendo a ICE, incluindo o assassinato de Renee Nicole Good e a morte de Alex Pretti, além de protestos que se intensificaram nos EUA. A cobertura descreve o contexto atual de 2026.

Onde acontece: dentro de escritórios e centros de dados nos EUA, com menções específicas a Minneapolis e ambientes corporativos de redes nacionais de tecnologia.

Por quê: trabalhadores afirmam que a empresa busca manter a missão corporativa diante de críticas à postura frente a políticas de imigração, criando um ambiente de autocensura. Há relatos de falas internas, mensagens de grupos e petições pedindo ações claras contra ICE.

Ambiente de trabalho sob pressão

Relatos de funcionários mencionam reuniões-públicas com pouca ou nenhuma menção ao tema, mensagens internas com pouca transparência e ausência de comunicação sobre planos de apoio a empregados em risco. Um trabalhador de Azure descreve uma cultura que força a conformidade e desencoraja a dissidência.

Ações privadas e mobilizações

Embora haja declarações privadas de liderança, como memos internos, as respostas públicas têm sido limitadas. Petições pedem que as companhias rompam contratos com ICE e adotem posição clara contra violações de direitos humanos. A mobilização cresce entre trabalhadores de diversas empresas de tecnologia.

Casos em empresas específicas

Em CLEAR, houve relatos de ambiente altamente intimidatório, com receio de questionar políticas de verificação biométrica ligadas à imigração. Em Abbott, funcionários relatam apoio restrito de superiores e falta de protocolo sobre qualquer incidente com ICE. Em Microsoft, internação de mensagens não tem sido debatida amplamente, gerando frustração entre equipes.

Perspectivas internas

Alguns trabalhadores expressam preocupação com a relação entre tecnologia de IA e uso governamental, temendo que avanços possam respaldar ações de repressão. Ainda assim, há quem destaque a importância de defender valores democráticos e direitos civis dentro das companhias.

Contexto público

Organizações e indivíduos estão pressionando por maior transparência e responsabilidade corporativa diante de ações da ICE. A cobertura ressalta que, mesmo em momentos anteriores de contestação, muitas empresas evitaram posicionamentos públicos, o que contrasta com episódios de 2018 e 2020.

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