- Um investigado por suspeita de ligação com a Rioprevidência e o Banco Master foi flagrado durante mandados de busca em Balneário Camboriú (Santa Catarina), na terceira fase da operação Barco de Papel, nesta quarta-feira (11).
- Durante a ação, uma mala com dinheiro em espécie foi jogada pela janela do apartamento, segundo a Polícia Federal; os agentes também apreenderam dois veículos de luxo e dois smartphones, sem divulgar o montante total.
- Além de Balneário Camboriú, a PF cumpriu mandado em Itapema; a relação entre a Rioprevidência (instituto de previdência do estado do Rio de Janeiro) e as cidades não foi informada pela polícia.
- A investigação aponta que a Rioprevidência teria aplicado cerca de R$ 970 milhões em papéis não cobertos pelo Fundo Garantidor de Créditos, administrados pelos recursos de cerca de 235 mil beneficiários.
- Na semana passada, o presidente da Rioprevidência foi preso na segunda fase da operação; a PF aponta risco para aposentadorias e pensões por violações em aplicações entre 2023 e 2024.
Um investigádo por suspeita de ligação com a Rioprevidência e o Banco Master foi flagrado pela Polícia Federal no cumprimento de mandados de busca e apreensão em Balneário Camboriú (SC), nesta quarta-feira, durante a terceira etapa da operação Barco de Papel. A ação também ocorreu em Itapema, no mesmo estado.
Durante a ação, um ocupante de um dos apartamentos jogou uma mala com dinheiro pela janela. Os agentes apreenderam ainda dois carros de luxo e dois smartphones. O valor em espécie não foi divulgado pela PF.
A operação é desdobramento da Compliance Zero, deflagrada no fim do ano passado, que investigou suposta fraude ligada à negociação de carteiras de crédito com o BRB, num montante de cerca de 12,2 bilhões de reais. A apuração aponta ainda aplicação de recursos de institutos de previdência de estados e municípios em títulos de alto risco do Master.
Contexto da investigação
A PF já havia indicado que, ao menos, nove aplicações entre 2023 e 2024 colocaram em risco o patrimônio de aposentados e pensionistas. O presidente da Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes, foi preso na segunda fase da operação Barco de Papel e renunciou ao cargo em 23 de janeiro. A autarquia administra recursos de cerca de 235 mil beneficiários.
Na resposta oficial à deflagração da primeira fase, a Rioprevidência afirmou estar à disposição das autoridades para esclarecer os fatos, mantendo o compromisso com transparência, legalidade e defesa dos recursos previdenciários. A decisão judicial de dezembro de 2025 determinou a retenção de cerca de 970 milhões de reais, já acrescidos de juros e correção, para proteção do patrimônio dos servidores ativos, aposentados e pensionistas do Rio.
A investigação também apontou que os aportes do Rioprevidência ao Banco Master vêm sendo analisados pelo Tribunal de Contas do Rio de Janeiro (TCE-RJ) há mais de um ano. Em outubro de 2025, o TCE-RJ proibiu a autarquia de novos investimentos em títulos administrados pelo banco, destacando risco de gestão dos recursos.
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