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Heineken corta até 6.000 empregos por queda no consumo de cerveja

Heineken cortará até seis mil empregos, cerca de sete por cento da força global, principalmente na Europa, em dois anos, diante da queda da demanda de cerveja

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Uma das maiores cervejarias do mundo, a Heineken enfrenta o desafio de uma demanda menos aquecida por cerveja no mundo (Foto: Zed Jameson/Bloomberg)
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  • A Heineken vai cortar de cinco mil a seis mil empregos, o equivalente a sete por cento da sua força de trabalho global, ao longo de dois anos, principalmente na Europa.
  • A medida ocorre em meio a demanda menor por cerveja, com volumes comercializados caindo dois vírgula quatro por cento em 2025.
  • A empresa informou que o processo de redução de pessoal faz parte de ajustes de custos após a queda no consumo pós-pandemia.
  • O anúncio coincide com a mudança de liderança, já que o CEO Dolf van den Brink deixará o cargo em maio, conforme pedido pelo conselho.
  • As ações subiram até quatro vírgula quatro por cento no início do pregão e acumulam alta de sete por cento no ano até o fechamento de terça-feira, com perspectivas de recuperação da categoria a médio e longo prazo.
  • A Heineken espera crescimento do lucro operacional entre dois por cento e seis por cento neste ano, comparado a quatro vírgula quatro por cento em 2025, que ficou na extremidade inferior da orientação.

A Heineken anunciou planos para eliminar entre 5.000 e 6.000 empregos, o equivalente a cerca de 7% da sua força global de trabalho, ao longo de dois anos. A maioria dos cortes deve ocorrer na Europa, conforme a empresa busca reduzir custos em um cenário de demanda mais fraca por cerveja.

A decisão ocorre em meio a uma queda de volumes de cerveja comercializados em 2025, com redução total de 2,4% no ano. A Heineken aponta impactos da recuperação pós-pandemia, de preços mais altos e mudanças nos hábitos de consumo.

Mudança de liderança e perspectivas

O anúncio coincide com uma mudança de liderança: o CEO Dolf van den Brink deixará o cargo em maio. O conselho afirma que encontrar o substituto é prioridade máxima. A empresa permanece prudente no curto prazo e confiante no médio e longo prazo.

As ações da Heineken subiram no pregão inicial em Amsterdã, com reação positiva à notícia. Até o fechamento anterior, o papel tinha alta de até 7% no ano, refletindo expectativas sobre a reestruturação.

Performance e guidance

A empresa prevê crescimento do lucro operacional entre 2% e 6% neste ano, frente a 4,4% em 2025. Analysts destacam que o guidance é conservador para um ano de transição, conforme a gestão ajusta estruturas e custos.

A Heineken também produz marcas como Tecate e Amstel, atuando globalmente. A medida de corte de empregos representa parte de um esforço maior para adequar a operação ao cenário de demanda e preço.

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