- Heineken vai cortar até seis mil empregos globalmente nos próximos dois anos, envolvendo cerca de oitenta e sete mil funcionários, em funções de fabricação e administrativas.
- Os cortes ocorrerão na Europa e em outros mercados, incluindo medidas anteriores que afetam a rede de suprimentos, a sede e as divisões regionais.
- A empresa revisou para baixo o crescimento de lucro esperado para 2026, entre dois e seis por cento, ante quatro a oito por cento em 2025.
- O chief executive officer, Dolf van den Brink, deixa o cargo em maio, após seis anos, com foco em aumentar produtividade e economia.
- As vendas totais de cerveja caíram 1,2 por cento no último ano, em meio à pressão de mercados na Europa e na América do Norte; as ações subiram até quatro por cento após o anúncio.
O grupo cervejeiro Heineken anunciou planos para reduzir até 6.000 empregos globalmente nos próximos dois anos, o equivalente a quase 7% da sua força de trabalho de 87.000 pessoas. A medida trabalhista envolve funções de produção e áreas administrativas, como resposta a condições de mercado desafiadoras.
A reestruturação ocorre enquanto a empresa revisa para baixo as suas previsões de crescimento de lucros para 2026. A gestão informou que as reduções visam acelerar a produtividade em escala e gerar economias significativas, fortalecendo operações e capacidade de investir em crescimento.
Liderança e mudanças de foco
O anúncio acontece pouco depois da recente saída do CEO Dolf van den Brink, que deixará o cargo em maio. A direção afirma que a saída está vinculada à necessidade de acelerar ganhos de produtividade e reestruturação após seis anos à frente da empresa.
No desempenho financeiro, a Heineken projetou crescimento de lucros entre 2% e 6% neste ano, abaixo da faixa de 4% a 8% prevista para 2025. A empresa também reportou uma queda de 1,2% no volume total de cerveja em relação a 2024, em meio a pressões de demanda na Europa e na América do Norte.
Contexto de mercado
As dificuldades refletem redução de consumo de cerveja e aperto financeiro de famílias, além de mudanças de hábitos alimentares e, em alguns casos, adoção de tratamentos para perda de peso. A companhia ressaltou que os cortes visam ganhos de eficiência e economias com escala.
As ações da Heineken subiram até 4% em Amsterdã após o anúncio, atingindo o maior patamar em mais de seis meses. Analistas destacaram que a notícia sinaliza custos adicionais saindo da empresa e a expectativa de uma nova gestão diante de um cenário desafiador.
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