- O BB registrou lucro líquido recorrente de R$ 5,74 bilhões no quarto trimestre de 2025, acima do esperado de R$ 4,11 bilhões pelo consenso Bloomberg.
- Comparado ao mesmo período de 2024, o lucro caiu 40,1%, mas avançou 51,7% ante o terceiro trimestre de 2025; no ano, o lucro foi de R$ 20,68 bilhões, queda de 45,4%.
- ROAE ficou em 12,4%, menor que 20,8% em 2024, porém acima de 8,4% do terceiro trimestre; a margem financeira foi de R$ 27,8 bilhões, alta de 3,8% yoy e 5,4% qoq.
- Carteira de crédito expandida chegou a R$ 1,297 trilhão, alta de 2,5% em 12 meses e 1,4% ante o 3º trimestre; inadimplência (acima de 90 dias) subiu para 5,17%.
- Guideline 2026 aponta projeção conservadora: crescimento da carteira entre 0,5% e 4,5%, com maior impulso na pessoa física (6,0% a 10,0%); lucro líquido ajustado entre R$ 22 bilhões e R$ 26 bilhões; projeção de margem financeira bruta entre 4% e 8%.
O Banco do Brasil (BBAS3) apresentou lucro líquido recorrente de R$ 5,74 bilhões no 4º trimestre de 2025, acima da expectativa de R$ 4,11 bilhões apurada por analistas ouvidos pela Bloomberg Línea. O resultado foi divulgado ao mercado na noite de quarta-feira, 11 de dezembro.
Apesar da alta trimestral, o lucro caiu 40,1% em relação ao mesmo período de 2024, impactado pela crise do agronegócio nos trimestres anteriores. Em relação ao 3º trimestre de 2025, houve alta de 51,7%.
No acumulado de 2025, o BB apresentou lucro líquido de R$ 20,68 bilhões, 45,4% inferior ao lucro de 2024. O retorno sobre o patrimônio líquido médio (ROAE) ficou em 12,4%, abaixo dos 20,8% de 2024, mas acima dos 8,4% do 3º trimestre.
A margem financeira somou R$ 27,8 bilhões, com crescimento de 3,8% na base anual e 5,4% ante o 2º trimestre. A carteira de crédito expandida atingiu R$ 1,297 trilhão, alta de 2,5% em 12 meses e 1,4% no QoQ.
O BB registrou crescimento de 3,1% da carteira de crédito em 2025, ficando perto do piso inferior do guidance, que estimava avanço entre 3% e 6%. A revisão de projeções ocorreu ao longo do ano, devido ao efeito da carteira do agronegócio.
A inadimplência com atrasos acima de 90 dias subiu para 5,17% no ano, alta de 2,1 p.p. frente a 2024; na comparação com o 3º trimestre, houve incremento de 0,66 p.p.
Guideline para 2026
O banco apresentou um guidance mais conservador para 2026, especialmente no crédito. A síntese aponta crescimento da carteira total entre 0,5% e 4,5%, com a maior contribuição da pessoa física (6,0% a 10,0%).
Para o agronegócio, a faixa vai de -2,0% a +2,0%, e para pessoas jurídicas fica entre -3,0% a +1,0%. O lucro líquido ajustado deve ficar entre R$ 22 bilhões e R$ 26 bilhões, próximo ao patamar de 2025.
A margem financeira bruta deve crescer entre 4% e 8%, e o custo de crédito fica estimado entre R$ 53 bilhões e R$ 58 bilhões. Receitas de prestação de serviço devem crescer de 2% a 6%, com despesas administrativas entre 5% e 9% higher.
A instituição não apenas mantém a visão de desempenho para 2026, mas sinaliza cautela frente a cenários de demanda e crédito, buscando estabilidade e qualidade da carteira. As informações são referentes aos resultados anunciados pelo BB na data mencionada.
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