- O Banco do Brasil registrou lucro líquido ajustado de R$ 20,685 bilhões em 2025, queda de 45,4% frente a 2024, com efeito de novas regras contábeis e maior inadimplência.
- O lucro do quarto trimestre de 2025 foi de R$ 5,742 bilhões, recuo de 47,2% em relação ao mesmo período de 2024, mas alta de 51,7% ante o terceiro trimestre.
- A inadimplência ficou em 5,17% no fim de 2025 (acima de 3,16% em dezembro de 2024); no agronegócio ficou em 6,09% e em pessoas físicas, 6,56%.
- A carteira de crédito ampliada encerrou 2025 em R$ 1,296 trilhão, com destaque para pessoa física (R$ 356,96 bilhões), pessoa jurídica (R$ 455,15 bilhões) e agronegócios (R$ 406,13 bilhões).
- Para 2026, o banco projeta recuperação, com lucro entre R$ 22 bilhões e R$ 26 bilhões, e variações esperadas na carteira de crédito, receitas de serviços e despesas administrativas.
O Banco do Brasil divulgou lucro líquido ajustado de 20,685 bilhões de reais em 2025, quedando 45,4% em relação a 2024. A instituição aponta novas regras contábeis e alta da inadimplência como fatores da queda, além de pressões do ambiente macro financeiro.
Entre outubro e dezembro, o BB registrou lucro de 5,742 bilhões, recuo de 47,2% frente ao quarto trimestre de 2024. Em comparação com o terceiro trimestre, houve alta de 51,7% no resultado.
O banco ressaltou que a geração de receitas avança, apesar da inadimplência. Receitas financeiras com crédito a pessoas físicas e com o programa de crédito do trabalhador contribuíram para o desempenho, com desembolso de 13 bilhões em crédito do trabalhador.
Projeção para 2026
O BB projeta recuperação de ganhos em 2026, com lucro líquido ajustado entre 22 e 26 bilhões de reais. A carteira de crédito tende a crescer de 0,5% a 4,5% no ano, com alta de 6% a 10% para pessoas físicas.
Inadimplência e carteira de crédito
O índice de inadimplência acima de 90 dias subiu de 3,16% em dez/2024 para 5,17% em dez/2025. A variação é puxada pelo agronegócio e pela linha de cartões de crédito. No agronegócio, a inadimplência encerrou 2025 em 6,09%.
A carteira de crédito ampliada fechou 2025 em 1,296 trilhão de reais, alta de 1,4% no último trimestre e 2,5% no ano. A participação de pessoas físicas avançou, ajudada pelo crédito consignado.
Estrutura por segmento
Pessoa Física fechou o ano com 356,96 bilhões, +1,8% no trimestre e +7,6% em 12 meses. Pessoas Jurídicas somaram 455,15 bilhões, estáveis no trimestre e com ganho de 0,6% anual. Agronegócios atingiu 406,13 bilhões, alta de 1,8% no trimestre.
Carteira de Crédito Sustentável atingiu 415,1 bilhões, representando 32% do total, com alta de 7,3% em 12 meses. O montante financia atividades com impactos sociais e ambientais positivos.
Receitas, despesas e custos
Receitas de prestação de serviços somaram 34,813 bilhões em 2025, queda de 1,9% frente a 2024. Contribuíram o crescimento de receitas com administração de fundos, consórcios e rendas de capitais.
Despesas administrativas totalizaram 34,813 bilhões, alta de 5,1% devido a reajustes salariais e investimentos em tecnologia e cybersegurança.
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