- A partir de janeiro, a isenção do imposto de renda para salários de até 5 mil reais entra em vigor, reduzindo o número de brasileiros que pagam IR.
- A base de IR encolhe: cerca de 11,3 milhões de 25,4 milhões de contribuintes pagavam IR no ano passado ficarão sem cobrança; outros 5,7 milhões recebem descontos ampliados até 7.350 reais.
- A medida deve favorecer o consumo, com expectativa de cerca de 28 bilhões de reais injetados na economia neste ano.
- Lula aparece com vantagem em pesquisas para a eleição de outubro, com apoiadores numa margem entre quatro e sete pontos percentuais em cenários de disputa.
- Economistas divergem: há críticas de curto prazo, com defesa de ampliar a base tributária para lidar com a dívida pública.
A promessa de campanha de 2022 se materializa: um novo corte de imposto de renda para a classe média entrou em vigor em janeiro, reduzindo pela metade o número de brasileiros que pagam imposto de renda. O efeito já aparece nos contracheques.
O benefício abrange salários mensais de até 5 mil reais, ampliando a faixa de isenção. A medida começou a valer com as deduções do mês de janeiro e deve estimular o consumo das famílias com renda média.
Além disso, a redução alcança quem ganha até 7.350 reais, com descontos parciais para faixas entre esse patamar e o teto anterior. A mudança amplia o impacto sobre a renda disponível no bolso.
A previsão oficial é de que o estímulo injete cerca de 28 bilhões de reais na economia neste ano. O governo aposta que o aumento de poder de compra favorecerá o comércio e serviços.
Efeitos na economia e na política
Dados indicam que a maior parte do dinheiro extra tende a ir para consumo imediato, especialmente em famílias de menor renda. A perspectiva é de inflação sob controle sobre itens básicos e juros em queda nos próximos meses.
Pesquisas recentes mostram Lula com vantagem em cenários de disputa, com vantagem de quatro a sete pontos percentuais frente prováveis adversários. O efeito do ajuste fiscal é visto como apoio político de curto prazo.
A base de contribuintes está encolhendo: cerca de 11,3 milhões de dos 25,4 milhões que pagaram imposto no ano passado deixaram de fazê-lo. Outros 5,7 milhões tiveram descontos ampliados com a nova regra.
Contexto fiscal e reação do mercado
A queda na base de IR reflete a dependência de tributos sobre consumo na maior economia da região. O governo tem priorizado programas para a faixa mais pobre, o que aumenta o peso do meio da pirâmide econômica na agenda pública.
Medidas para incentivar a habitação e o crédito para famílias com renda de até 12 mil reais ao mês foram anunciadas pela Fazenda. A proposta visa ampliar o alcance de políticas de renda, sem ampliar drasticamente o custo fiscal de curto prazo.
Críticos alertam que o efeito de curto prazo não resolve o problema da dívida pública e apontam que o estímulo ao consumo pode não se traduzir em ganhos de produtividade. A avaliação é de que mudanças estruturais demandariam ajustes fiscais mais amplos.
Em resposta, o governo ajusta o cenário macro com novas regras, entre elas a criação de imposto mínimo para rendimentos acima de 50 mil reais e tributação de dividendos pagos ao exterior, para equilibrar receitas.
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