- Nesta terça-feira, 10 de fevereiro, o IBGE divulga o IPCA de janeiro; a mediana das expectativas é de alta de 0,32%, ante 0,33% em dezembro, e o IPCA em 12 meses deve subir para 4,43% ( vs 4,26% até dezembro).
- Segundo o Banco Daycoval, a inflação deve desacelerar no grupo de serviços pela queda das passagens aéreas, enquanto preços de etanol e gasolina pressionam devido a impostos sobre combustíveis.
- A redução da bandeira de energia elétrica, de amarela para verde, tende a atenuar a inflação.
- Itens mais sensíveis à atividade econômica, como serviços intensivos em trabalho, devem apresentar alta, mantendo o núcleo da inflação de serviços em patamar elevado.
- Quanto à Selic, o Copom manteve a taxa em 15% ao ano e sinalizou possível corte em março; expectativas apontam maior probabilidade de 0,50 ponto porcentual de redução, com 0,25 ponto porcentual em outro cenário.
O IBGE divulgará nesta terça-feira, 10 de fevereiro, a inflação de janeiro pelo IPCA. A mediana das expectativas aponta alta de 0,32%, pouco abaixo dos 0,33% de dezembro. A inflação acumulada em 12 meses deve chegar a 4,43% ante 4,26% em dezembro.
Segundo análise do Banco Daycoval, a desaceleração deve ocorrer no grupo de serviços, puxada pela queda das passagens aéreas. Já os preços de bens industriais, especialmente etanol e gasolina, podem impedir recuo maior pela elevação de impostos sobre combustíveis. a energia elétrica, porém, ficará mais barata com a mudança da bandeira de amarelo para verde.
Os itens sensíveis à atividade econômica, como serviços intensivos em mão de obra, devem registrar alta. O núcleo da inflação de serviços permanece elevado, apresentando desafio para o Banco Central. Caso janeiro sinalize arrefecimento dos serviços, a probabilidade de um corte maior na Selic aumenta. Caso contrário, a queda poderá ser mais gradual.
Perspectivas para a Selic
A inflação de janeiro é crucial para as expectativas de juros. O Copom manteve a Selic em 15% ao ano na última reunião, citando serviço como principal fator. A próxima reunião ocorre em março, com chances de corte de 0,50 p.p. segundo movimentos de mercado.
Se o IPCA vier fraco e serviços desacelerarem, a aposta de um corte maior pode se confirmar. Alternativas mais tímidas de 0,25 p.p. também devem aparecer, dependendo da continuidade da desaceleração de preços.
Indicadores relevantes
- Brasil – Inflação / IPCA (Jan): esperado 0,32%; anterior 0,33%
- Brasil – Inflação / IPCA (12m): esperado 4,43%; anterior 4,26%
- Estados Unidos – Vendas no varejo (Dez): esperado 0,4%; anterior 0,6%
- Estados Unidos – Núcleo das Vendas no varejo (Dez): esperado 0,3%; anterior 0,5%
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