- O Ibovespa fechou em queda de 0,17%, a 185,9 mil pontos, depois de chegar perto de 187 mil no intradia; Eneva puxou as perdas por causa de preços-teto aprovados pela Aneel para leilão de geração de energia.
- No dia anterior, o índice havia encerrado em 186,2 mil pontos, atingindo novo recorde de fechamento.
- O dólar encerrou próximo da estabilidade, abaixo de R$ 5,20, oscillando entre R$ 5,1846 e R$ 5,2130, com o diferencial de juros Brasil‑Estados Unidos mantendo o câmbio sob pressão de investidores estrangeiros.
- Em evento do BTG Pactual, Mansueto Almeida apontou previsões negativas para a área fiscal, atribuindo melhorias recentes a fatores internacionais, não a ações do governo Lula.
- O cenário de juros altos no Brasil, aliado a fluxos estrangeiros para bolsa e renda fixa, tem sustentado o desempenho do real neste ano.
O Ibovespa recuou 0,17% nesta terça-feira (10) e fechou aos 185,9 mil pontos, após testar o patamar de 187 mil no intraday. A Eneva liderou as perdas, impactada pela frustração com o teto de preços aprovado pela Aneel para leilão de geração de energia.
O recuo veio depois de o índice ter renovado o recorde de fechamento na véspera, em 186,2 mil pontos. Analistas apontam que o teto de preços para o leilão pesou sobre o sentimento de investidores no pregão.
O dólar fechou perto da estabilidade, abaixo de R$ 5,20, em meio a um exterior com ganhos para a moeda norte‑americana contra algumas divisas. O diferencial de juros Brasil‑EUA continuou sendo citado como fator de atração de capitais.
Dólar e cenário de juros
O dólar oscilou entre R$ 5,1846 e R$ 5,2130 ao longo do dia, com liquidez reduzida e margens estreitas. Comentários de especialistas destacaram o papel do IPCA recente na percepção sobre cortes de juros no BC em março.
Mansueto Almeida, ex-secretário do Tesouro e atual economista-chefe do BTG Pactual, participou de evento sobre a economia brasileira, ressaltando preocupações fiscais e atribuindo melhoras de indicadores a fatores externos, não a ações do governo.
No cenário externo, o dólar avançou frente a pares como rand e peso, mas caiu frente o iene. O ambiente global influenciou a afluência de recursos para ativos brasileiros, mantendo o real em posição firme neste ano.
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