- Haddad disse que o Brasil pode iniciar a discussão sobre uma nova arquitetura para as despesas sociais, sugerindo fusão de benefícios, mas o tema ainda não virou projeto de governo nem foi submetido ao presidente Lula.
- A ideia não busca cortar gasto, e sim modernizar os programas sociais, inspirando-se em um modelo único que agregue várias iniciativas, como ocorreu com o Bolsa Família em 2003.
- O ministro enfatizou a importância do Banco Central e deixou claro que críticas à taxa de juros visam apenas refletir a conjuntura, sem desrespeitar a autoridade de Gabriel Galípolo.
- Sobre o caso Banco Master, Haddad disse que houve fraude de 12 bilhões de reais e que as investigações devem apurar responsabilidades.
- Em relação à reforma tributária, o ministro afirmou que a aprovação deve colocar o Brasil entre os melhores sistemas do mundo, com avanços de digitalização e transparência, previsto para entrar em vigor a partir de 1º de janeiro do ano que vem.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta terça-feira em São Paulo que a economia brasileira já permite pensar em uma nova arquitetura para as despesas sociais, incluindo a possível fusão de benefícios. Ele disse que a ideia ainda não é um projeto do governo nem foi apresentado ao presidente Lula.
Haddad explicou que, olhando o orçamento, o país pode amadurecer para uma solução mais criativa, especialmente no âmbito assistencial. A discussão abrange a possibilidade de renda básica, entre outras alternativas, sem reduzir gastos.
O ministro comparou a eventual mudança ao sucesso do Bolsa Família, criado em 2003 para unificar programas existentes. Questionou se não seria o caso de repetir aquela lógica de guarda-chuva para várias iniciativas assistenciais.
Este tema, segundo Haddad, é objeto de estudo entre técnicos do Estado, não apenas do governo. A pauta busca tornar os programas sociais mais modernos, eficientes e sustentáveis sem necessariamente ampliar o gasto.
Banco Central e Master
Haddad destacou a importância de cuidar do Banco Central, afirmando que a instituição pode ampliar ou reduzir impactos sobre o governo e o país. Ele disse acompanhar com atenção as decisões do BC.
Ao comentar críticas sobre juros altos, o ministro afirmou que trata-se de reflexão técnica, não de prejudicar a reputação da autoridade monetária. Disse que a inflação cai enquanto o juro nominal permanece em 15%.
O ministro elogiou a atuação do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, em relação ao caso Master. Segundo Haddad, o banco sofreu evolução fraudulenta até 2024, problema que foi contido após a nomeação de Galípolo.
Ele ressaltou que houve descoberta de uma fraude de 12 bilhões de reais, com implicações para o patrimônio das instituições envolvidas, e afirmou que as investigações devem apontar responsabilidades pela gestão fraudulenta.
Reforma tributária
Haddad elogiou a reforma tributária, afirmando que, com a aprovação, o Brasil poderá figurar entre os melhores sistemas do mundo. Segundo ele, a mudança nos impostos sobre consumo será profunda e digitalizada.
O ministro afirmou que a reforma entrará para a história e que, a partir de 1º de janeiro do próximo ano, já deverá ficar clara para todos. Ele ressaltou avanços em transparência e digitalização do sistema.
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