- A Kering registrou queda nas vendas do quarto trimestre, menor do que o previsto, com receita total de 3,9 bilhões de euros e redução de 3% ajustada cambialmente.
- A Gucci sofreu queda de 10% na receita, representando a maior parte do lucro do grupo.
- O novo CEO, Luca de Meo, destacou perspectivas de crescimento em 2026 e de margem mais alta em todas as marcas.
- Demna, novo diretor criativo da Gucci, apresentará seu primeiro desfile em Milão no final deste mês, como parte da recuperação.
- As ações da Kering subiam até 13% no início do pregão.
A Kering divulgou na terça-feira resultados do quarto trimestre que caíram menos do que o previsto, em meio a esforços de reorganização sob a liderança do novo CEO Luca de Meo. A empresa atua como proprietária da Gucci, entre outras marcas, e suas ações reagiram com alta expressiva no pregão inicial.
As vendas da Gucci atingiram 3,9 bilhões de euros, queda de 3% ante o mesmo período do ano anterior quando ajustadas variações cambiais. Mesmo com a redução, o resultado ficou acima das estimativas de analistas, que apontavam recuo de cerca de 5%.
A receita da Gucci recuou 10% na comparação anual, puxando o desempenho do grupo. Desde 2022, quando os estilos maximalistas de Alessandro Michele saíram de moda, as margens da empresa vêm sofrendo com menor lucratividade e endividamento elevado, pressionando o crescimento.
Desempenho e desdobramentos
O primeiro trimestre sob a gestão de Meo mostra sinais de estabilização, com o executivo prometendo melhoria e expansão de margens em todas as marcas. As ações subiam até 13% no início do pregão, refletindo otimismo inicial.
O foco de recuperação inclui o lançamento criativo de Demna, que apresentará seu primeiro desfile em Milão no final do mês. A diretora criativa Sabato de Sarno permanece sob avaliação interna sobre o ritmo de recuperação do modelo de negócios da Gucci.
Perspectivas para o mercado de luxo em 2026
Especialistas citam que o mercado de luxo europeu tem enfrentado volatilidade e desaceleração da base global de clientes, que caiu de cerca de 400 milhões em 2022 para 330 milhões em 2025. A recuperação projetada para 2026 varia de 3% a 5%, com margens ainda pressionadas por inflação e promoções de baixo preço.
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