- O CEO da Barclays, CS Venkatakrishnan, afirmou estar “profundamente angustiado e chocado” com a depravação e a corrupção descritas nos documentos de Epstein, em meio aos impactos ligados ao ex‑diretor Jes Staley.
- Os documentos do Departamento de Justiça dos EUA passaram a ser publicados, enquanto a Barclays lida com as consequências das ligações de Staley com o condenado Jeffrey Epstein.
- A Guardian informou que, em 2019, procuradores dos EUA analisaram acusações de estupro e dano corporal envolvendo Staley, sem que haja evidências de que o caso tenha sido levado adiante.
- A Barclays enfrenta uma ação coletiva nos Estados Unidos, movida por fundos de pensão, que alega fraude e omissão sobre o histórico de Staley com Epstein e repasse de informações a investidores a partir de 2019.
- A instituição teve lucro anual de 9,1 bilhões de libras em 2025, com planos de distribuir mais de 15 bilhões de libras aos acionistas entre 2026 e 2028, enquanto revisa outros desdobramentos jurídicos, incluindo uma ação de 12 bilhões de dólares com relação à Epstein.
Barclays informou lucros de 9,1 bilhões de libras em 2025, com perspectiva de distribuir mais de 15 bilhões de libras aos acionistas entre 2026 e 2028. A divulgação ocorre em meio a desdobramentos ligados ao ex-CEO Jes Staley e aos arquivos sobre Jeffrey Epstein.
CS Venkatakrishnan, CEO da instituição, disse estar profundamente chocado e preocupado com o que chamou de depravação e corrupção presentes nos arquivos de Epstein. O executivo abriu suas declarações após o Departamento de Justiça dos EUA começar a publicar documentos sobre Epstein em dezembro.
O banco enfrenta efeitos do esmorecimento envolvendo a relação entre Staley e Epstein. Reportagens recentes indicam que, em 2019, autoridades americanas analisaram acusações contra Staley, incluindo suposto estupro e danos corporais durante massagens, porém não houve decisão de processo.
Staley nega qualquer irregularidade e não respondeu aos pedidos de comentário feitos pela imprensa. Em 2025, em audiência no Reino Unido, ele reconheceu ter tido relação sexual com uma funcionária ligada à rede de Epstein, descrevendo o encontro como consensual em momentos de questionamento pela defesa.
Questionado sobre eventuais revisões internas na Barclays a partir das novas informações, Venkatakrishnan afirmou não ter mais informações a acrescentar. O questionamento ocorre junto a um processo coletivo nos EUA envolvendo fundos de pensão de Nova York e Missouri.
A ação coletiva acusa Barclays, o presidente do conselho Nigel Higgins e Staley de repetidas representações enganosas sobre o histórico de Staley com Epstein, iniciadas em julho de 2019, semanas após a prisão de Epstein. Os autores alegam prejuízos econômicos significativos.
A FCA (Financial Conduct Authority) britânica já havia banido Staley da City em outubro de 2023, fato que desencadeou discussões sobre o impacto na gestão do banco. Staley deixou o Barclays em 2021, após descobertas preliminares da autoridade reguladora.
Além disso, HSBC e Barclays enfrentam uma ação nos EUA, movida por Tanya Dick-Stock, uma herdeira americana, no valor de 12 bilhões de dólares, ligada a um fundo soberano de Jersey envolvendo Epstein. As partes não comentaram os detalhes.
Barclays também reportou que as ações da empresa registraram queda após a divulgação das informações relevantes, enquanto a instituição continua seus esforços de governança e comunicação com investidores.
Contexto regulatório e desdobramentos legais
- Procuradores dos EUA discutem as acusações envolvendo Staley e Epstein desde 2019, sem conclusão de processo contra o executivo.
- A FCA mostrou restrições anteriores à atuação de Staley, que não conseguiu reverter a proibição.
- A ação coletiva nos EUA continua em andamento, com demanda por danos e reparação aos investidores.
- A Barclays mantém postura de transparência com o mercado, sem comentar adicionalmente sobre as acusações específicas.
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