- BP interrompeu as recompras de ações trimestrais para fortalecer o balanço, pela primeira vez desde os primeiros meses da pandemia.
- O lucro subjacente em 2025 ficou pouco acima de US$ 7,5 bilhões, ante quase US$ 9 bilhões em 2024, com queda dos preços globais do petróleo pelo terceiro ano consecutivo.
- Meg O’Neill, ex-presidente da Woodside Energy, assumirá a presidência da BP em abril, sendo a terceira CEO em dois anos, para conduzir a estratégia de recuperação.
- A BP informou avanço em quatro metas centrais — gerar caixa, aumentar retorno aos acionistas, reduzir custos e reforçar o balanço com desinvestimentos — mas disse que ainda há trabalho a fazer.
- No quarto trimestre, o lucro caiu 30% ante o trimestre anterior, para US$ 1,54 bilhão, mas foi 32% maior que o mesmo período de 2024.
BP interrompe recompras de ações após queda de lucros anuais, com ganhos subindo pouco acima de US$ 7,5 bilhões em 2025, ante quase US$ 9 bilhões em 2024. O recuo acompanha queda global de preços do petróleo pelo terceiro ano consecutivo.
A empresa diz que vai suspender as recompras trimestrais de ações para reforçar o balanço, primeira vez desde o início da pandemia. Meg O’Neill assume a liderança em abril, buscando rigor no plano de recuperação.
Carol Howle, diretora-executiva interina, afirmou que avanços foram feitos nos quatro objetivos principais: fluxo de caixa, retorno aos acionistas, redução de custos e fortalecimentos do balanço por meio de desinvestimentos. Ainda assim, há urgência de entregar resultados.
Desdobramentos e pressão de investidores
As ações também enfrentam cobrança de grupos de investidor. Follow This aponta direção estratégica desacertada e exige divulgação de planos para criar valor em cenários de demanda fossilista em declínio.
O grupo questiona se a empresa consegue ampliar lucros e manter dividendos em um mercado que tende a encolher. A expectativa é apresentar a estratégia no encontro anual de acionistas, em abril.
A BP informou sete novos projetos de óleo e gás no último ano, com cinco entregues antes do previsto, em alinhamento com a retomada de aposta em fósseis após tentativas de investimento em energia limpa.
Em comparação, a Shell registrou queda de 22% no lucro ajustado em 2025, mas anunciou US$ 3,5 bilhões em recompras, marcando a 17ª rodada trimestral com valores significativos.
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