- A WeWork tem setenta edifícios na América Latina, sendo vinte e oito no Brasil, e foca mais na retenção de clientes do que apenas na escala.
- No Brasil, o café coado é a preferência local; as marcas são testadas e escolhidas localmente, garantindo disponibilidade em todas as unidades.
- Starbucks e Oakberry instalaram pequenas operações de venda em uma unidade da Avenida Paulista, com planos de levar a ideia para outras unidades.
- A ocupação no Brasil é de oitenta e dois vírgula cinco por cento, e em São Paulo chega a oitenta e três por cento em janeiro de dois mil e vinte e seis; o ponto ideal é oitenta e cinco por cento.
- A WeWork não pretende expandir rapidamente sem avaliar a hora certa; contratos com proprietários são de dez anos e o foco atual é consolidar 2026 e 2027, com possível expansão a partir de 2028, principalmente em locais com boa oferta de transporte, restaurantes e espaços ao redor.
A WeWork aposta no foco na experiência do usuário para manter clientes no Brasil, mesmo com a concorrência por escritórios de alto padrão. A companhia intensifica iniciativas locais, como a oferta de café coado e parcerias comerciais dentro das unidades, para atrair startups e grandes empresas. As informações são de Claudio Hidalgo, presidente para a América Latina, e Estefania Barbosa, Area Director no Brasil, em entrevista à Bloomberg Línea.
A estratégia não se resume a escala operacional. Embora tenha 70 edifícios na América Latina, dos quais 28 no Brasil, a WeWork busca padronizar a experiência sem ampliar custos por meio de volumes de compras. Hidalgo afirma que a escolha do café é feita localmente para atender às preferências regionais.
No Brasil, o café coado foi escolhido por ser amplamente apreciado pelos membros locais, diferentemente de mercados como o México, onde o espresso predomina. A área afirma que a padronização existe, mas marcas são testadas localmente para atender o gosto dos usuários.
Mudanças de tema: serviços dentro das unidades e expansão
A WeWork tem testado serviços de terceiros dentro das unidades para aumentar a satisfação e a permanência dos clientes. Recentemente, Oakberry e Starbucks instalaram operações de venda em uma unidade da Avenida Paulista, em São Paulo. Há expectativa de ampliar essa oferta para outras unidades.
Hidalgo aponta que a empresa tem visto crescimento de receita e lucratividade no Brasil desde a unificação global de 2024, que encerrou o modelo de unidades independentes. O ponto ideal de ocupação indicado é de 85%, com 15% de margem para ajustar preços conforme demanda.
No Brasil, a ocupação de janeiro de 2026 ficou em 82,5%; em São Paulo, o índice é de 83%, o principal mercado. A WeWork vê potencial de expansão, mas afirma que apenas iniciará novas locações quando o momento for adequado, priorizando consolidação financeira.
Estrutura de expansão e critérios de localização
O executivo destaca que contratos com proprietários costumam ter duração de dez anos, o que torna a expansão um planejamento de longo prazo. Para 2026 e 2027, a prioridade é consolidar as operações atuais; a expansão pode começar a partir de 2028, conforme o cenário de mercado.
A localização é considerada decisiva para novas unidades. A WeWork planeja abrir apenas em áreas com boa oferta de transporte, opções de alimentação e espaços para caminhar ao redor, reforçando o papel da vizinhança na atração de talentos.
Perfil de clientes e visão de mercado
A operação brasileira atende a demanda de startups e pequenas empresas, médias e grandes companhias, com participação variável entre esses grupos. Bancos e setores tradicionais também apresentam crescimento de demanda, segundo Barbosa.
A Bloomberg Línea cita que, diante de eleições no Brasil e de um cenário de incerteza, a WeWork se apresenta como opção estável para contratos de locação de longo prazo. A empresa propõe contratos de cinco a seis anos como alternativa a cenários incertos, mantendo o foco em ofertas de espaço flexível.
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