- O primeiro-ministro Anutin Charnvirakul, do Bhumjaithai, venceu as eleições de forma inesperada, abrindo espaço para uma coalizão forte.
- O Bhumjaithai conquistou 193 das 500 cadeiras em disputa, vencendo o Partido Popular (reformista) e o Pheu Thai.
- As ações na bolsa thaiana subiram mais de 3%, marcando o maior nível em mais de um ano.
- Analistas apontam que o desafio será promover reformas estruturais para sustentar o crescimento de médio prazo, diante de 2,0% de expansão estimada para este ano.
- O governo planeja transformar projetos promovidos pelo estado em investimentos neste ano, manter subsídios a preços de consumo e avaliar um moratório de dívida para milhões de contas de micro e pequenas empresas.
O premiê Anutin Charnvirakul, líder do Bhumjaithai, venceu as eleições gerais realizadas no último domingo, em Bangkok, com ampla margem de 193 das 500 cadeiras, abrindo espaço para uma coalizão estável. O resultado amenizou parte da turbulência política que marcou a economia tailandesa nas últimas semanas, mas não elimina os desafios estruturais que o país enfrenta. O tamanho da vitória indica apoio para a formação de um governo tecnocrático voltado a reformas.
Analistas destacam que o principal teste da nova administração será conduzir reformas estruturais necessárias para sustentar o crescimento de médio prazo. A economia tailandesa registrou crescimento de 2,2% no ano anterior, mantendo-se abaixo de pares regionais. O mercado de ações respondeu rapidamente: o índice SETI subiu mais de 3% na segunda-feira, atingindo o maior patamar em mais de um ano.
O governo em formação planeja manter projetos estatais, com promessas de converter investimentos aprovados em execução neste ano, segundo o novo ministro das Finanças, Ekniti Nitithanprapas. Entre as medidas está a continuidade de um programa de subsídios ao consumo, que deverá beneficiar cerca de 20 milhões de pessoas, após uma rodada inicial de 44 bilhões de baht.
Caminhos das reformas e planos de investimento
A equipe econômica sinaliza continuidade de programas para estimular a economia, incluindo um acordo de moratória de dívidas para pequenos tomadores, com suspensão de principal e juros zerados, visando até 2,36 milhões de contas inadimplentes. O lançamento de uma segunda fase de subsídios e a transformação de projetos aprovados em investimentos efetivos também são previstos para este ano.
Especialistas apontam que as perspectivas de crescimento devem permanecer moderadas até o meio do ano, com o orçamento do ano fiscal de 2027 possivelmente entregue com atraso. A prioridade, segundo o setor privado, é combinar alívio imediato para a renda das famílias com avanços em reformas que favoreçam turismo, investimento externo direto e competitividade.
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