- O BTG Pactual registrou lucro líquido ajustado de quase R$ 4,6 bilhões no quarto trimestre de 2025, cifra recorde, com receitas totais de cerca de R$ 9,1 bilhões (alta de 35,1%).
- O retorno sobre patrimônio (ROAE) ficou em 27,6% no período, frente 23% do ano anterior; analistas destacaram o trimestre sólido.
- Principais áreas performaram: banco de investimento, R$ 692 milhões (+36%); sales & trading, R$ 2,0 bilhões (+30%); crédito corporativo e negócio bancário, R$ 2,2 bilhões (+22%).
- Carteira de crédito atingiu R$ 262,3 bilhões; ativos sob gestão e administração somaram R$ 1,248 trilhão; captação líquida no trimestre foi de R$ 61,8 bilhões.
- Despesas operacionais chegaram a R$ 3,6 bilhões, com índice de eficiência de 36% (melhora em relação aos 39% do mesmo período do ano anterior); Basel III, índice de Basileia em 15,5% e capital principal nível 1 em 11,3%; cenário de mercados na América Latina visto como favorável a partir de 2026.
O BTG Pactual reportou lucro líquido ajustado de cerca de 4,6 bilhões de reais no quarto trimestre de 2025, resultado recorde para o período. O crescimento foi de aproximadamente 40,3% em relação ao mesmo intervalo de 2024, quando o banco também teve desempenho robusto.
As receitas totais atingiram cerca de 9,1 bilhões de reais, expandindo 35,1% na comparação anual. As projeções de consultorias apontaram números próximos, com lucro de 4,56 bilhões e receitas de 8,9 bilhões. O ROAE ficou em 27,6% neste trimestre, ante 23% há um ano e 28,1% nos três meses anteriores.
A gestão do BTG destacou o momento como sólido, com avanços tanto em rentabilidade quanto em iniciativas estratégicas, segundo analistas de bancos internacionais que acompanharam o resultado. Executivos do banco comentaram números em teleconferência iniciada às 11h.
Receitas por área mostram diversidade de crescimento. Banco de investimento registrou alta de 36% na receita, para 692 milhões de reais, enquanto sales & trading avançou 30%, para 2 bilhões. Crédito corporativo e negócio bancário subiu 22%, somando 2,2 bilhões.
A carteira de crédito do BTG atingiu 262,3 bilhões de reais, ante 221,6 bilhões um ano antes. A área de gestão de ativos bateu recorde, com 860 milhões de reais em receitas e ativos sob gestão de 1,248 trilhão de reais, alta anual de 25,8%. A captação líquida do trimestre ficou em 61,8 bilhões de reais.
No segmento de wealth management & personal banking, as receitas cresceram 42,1%, para 1,37 bilhão de reais, com ativos de clientes de alta renda sob gestão chegando a 1,2 trilhão de reais, expansão de 36,9% anual. Despesas operacionais somaram 3,6 bilhões de reais no período, elevando o custo total do BTG, mas mantendo o índice de eficiência ajustado em 36%.
O risco de mercado, medido pelo Value-at-risk diário, ficou em 0,38% no trimestre, acima de 0,30% no trimestre anterior, ainda considerado dentro de níveis confortáveis. O índice de Basileia fechou em 15,5% e o capital principal nível 1 ficou em 11,3%, próximos dos patamares de 15,7% e 11,8% registrados há um ano.
Analistas do Citi veem o BTG posicionado para capitalizar um ambiente potencialmente mais favorável para mercados de capitais na América Latina a partir de 2026. A UBS BB também destacou o desempenho sólido do banco e lembrou que o trimestre anterior já havia superado expectativas.
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