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Bancada do Master atua no Congresso para blindar investigações

Bancada do Master atua no Congresso para blindar investigações sobre o banco liquidado, pressionando projetos e regimentos para bloquear a CPI

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Congresso Nacional: parlamentares articularam iniciativas para tentar conter investigações sobre o Banco Master (Foto: Antônio Cruz/ Agência Brasil)
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  • Um conjunto de iniciativas no Congresso, chamado de “Bancada do Master”, buscou blindar investigações sobre o Banco Master e seus desdobramentos, envolvendo Centrão e aliados do setor financeiro.
  • A primeira medida foi uma emenda à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da autonomia financeira do Banco Central, para ampliar a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos de R$ 250 mil para R$ 1 milhão; a ideia foi criticada por representar benefício a bancos médios e acabou rejeitada pelo relator.
  • Paralelamente, houve pressão para acelerar projetos sensíveis e destituir presidentes e diretores do Banco Central, com apoio de seis partidos, movimento criticado por autoridades econômicas e considerado risco de intimidação institucional; a pauta ganhou ampla repercussão, mas não foi adiante.
  • Também esteve em debate a chamada PEC da Blindagem, que criaria foro privilegiado para dirigentes partidários; a proposta foi rejeitada no Senado, mas causou percepção de proteção política ligada ao caso Master.
  • A Polícia Federal investiga aplicações de quase R$ 400 milhões em letras financeiras do Banco Master em 2024 via Amprev (Amapá Previdência), envolvendo ligações com o Congresso e com autoridades do Senado, o que elevou a pressão sobre a cúpula parlamentar.

O Congresso tem sido palco de ações associadas ao que moradores da política chamaram de Bancada do Master. O movimento envolve emendas, requerimentos e manobras regimentais para dificultar a atuação de investigações sobre o Banco Master e o banqueiro Daniel Vorcaro, diante da liquidação da instituição.

A atuação é associada a parlamentares do Centrão, com ligações a eventos patrocinados pelo Master e a hipóteses de compra pelo BRB. A polícia federal já apura operações e repasses que envolveram o banco, que encerrou atividades após tentativa frustrada de venda.

O que aconteceu, quem está envolvido e quando

Em 2024, o senador Ciro Nogueira apresentou emenda à PEC da autonomia do BC para ampliar de 250 mil para 1 milhão a cobertura do FGC. A proposta foi ligada ao interesse de bancos médios, entre eles o Master, segundo críticos. A emenda foi rejeitada pelo relator.

Concomitantemente, Ciro Nogueira manteve relacionamento com Vorcaro em eventos ligados ao Master e discutiu a eventual aquisição do banco pelo BRB. Procurado, o senador não comentou o caso.

Pressão, regras e dificuldade de fiscalizar

Em setembro de 2024, Claudio Cajado apresentou requerimento de urgência para acelerar tramitação de projeto que destitui presidentes e diretores do BC, com apoio de seis partidos. A iniciativa foi criticada por autoridades econômicas, que veem risco de intimidação institucional durante investigações do Master.

A PEC da Blindagem, que criaria foro privilegiado para dirigentes partidários, ganhou apoio no Congresso, mas foi rejeitada no Senado. Parlamentares avaliam relação entre a tramitação acelerada e as investigações sobre o Master, sem confirmar vínculos diretos.

Avanços da PF e pressão sobre autoridades

A PF investiga aplicações de quase 400 milhões de reais em letras financeiras do Master em 2024, aprovadas pela Amprev, autarquia que administra a previdência de servidores do Amapá. A apuração envolve o presidente do Senado, Jocildo Lemos, indicado pelo Centrão na Amprev, e tramita no contexto de tensões políticas.

A Amprev informou ter tomado medidas judiciais para bloquear recursos destinados ao Master e assegurou o ressarcimento integral. A defesa do presidente do Senado disse confiar nas instituições e manterá a apuração conforme o devido processo legal.

Contexto institucional e perspectivas

A relação entre lideranças políticas e o Master gerou questionamentos sobre a independência de órgãos de fiscalização, com o TCU sob observação. O presidente da CAE do Senado ressaltou a necessidade de apuração isenta, enquanto autoridades ressaltam a importância de evitar interferências em órgãos reguladores.

Líderes ouvidos pela reportagem não se manifestaram formalmente sobre o conjunto de atos no Congresso. O espaço permanece aberto para posicionamentos oficiais das legendas citadas.

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